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Matrizes em risco? O alerta que pode mudar o preço do bezerro

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Matrizes em risco acendem o alerta no ciclo pecuário. Descubra por que o preço do bezerro pode subir e quem vai lucrar com a virada.

Para Quem Tem Pressa

O apagão de matrizes preocupa o mercado pecuário e já sinaliza uma virada de ciclo: o preço do bezerro tende a subir gradualmente até 2026. Quem reter fêmeas agora pode surfar o próximo boom de valorização.


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Ciclo Pecuário em Virada: O Efeito do Abate Recorde

O mercado pecuário brasileiro vive um momento crítico. O apagão de matrizes — provocado pelo abate recorde de fêmeas — acendeu um alerta vermelho entre analistas e produtores. O risco é claro: menos vacas, menos bezerros, mais pressão nos preços.

Apesar de o risco imediato ainda ser considerado moderado, os sinais do mercado são inequívocos. A fase de liquidação parece ter ficado para trás, e o ciclo de retenção começa a dar as caras.

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Como explica Leonardo Alencar, head de agro da XP Investimentos, o impacto do abate ainda pode ser compensado por tecnologias na cria, como melhoramento genético e manejo nutricional. No entanto, a escassez de dados atualizados sobre o rebanho nacional deixa o cenário incerto — um prato cheio para especulações (e oportunidades).


Bezerro em Ascensão: A “Pernada de Alta” Está a Caminho

Os números confirmam o sentimento do campo. De acordo com a Agrifatto, o bezerro já apresenta recuperação expressiva: o preço real atingiu R$ 13,63/kg em agosto de 2025 — alta de quase 27% em relação à mínima de 2023.

Ainda longe dos picos de 2021, mas com tendência firme de valorização. A explicação é simples: o equilíbrio entre oferta e demanda começa a se restabelecer. E, convenhamos, dificilmente veremos os preços “de liquidação” de 2023 novamente.

“Estamos saindo da fase de liquidação e entrando na etapa de retenção de fêmeas”, pontua a Agrifatto.
“Quem segurar matrizes agora poderá colher bons frutos nos próximos anos.”

Humor à parte, o mercado parece jogar xadrez enquanto muitos ainda apostam em dama.


Reter é Estratégia: Quem Esperar, Lucrará Mais

Consultorias são unânimes: este é o momento de reter fêmeas.
O pecuarista que tiver caixa equilibrado e pastagens ajustadas deve pensar mais em crescimento de plantel do que em liquidez imediata.

Segundo a Agrifatto, “o criador que ajustou manejo e reformou pastos chegará em 2026 com mais arrobas por hectare e melhor retorno financeiro.”

Mas há um porém: muitos produtores, pressionados por fluxo de caixa, continuam vendendo matrizes — uma decisão que pode acelerar a escassez futura e inflar ainda mais o preço do bezerro.


Relação Bezerro x Boi Gordo: Ajuste em Andamento

O levantamento do Farmnews, com base em dados do Cepea, mostra um interessante descolamento entre os preços.
Enquanto o boi gordo caiu 3,5% em 2025 até outubro, o bezerro subiu 10,2% no mesmo período.

Esse movimento indica que a relação de troca tende a se equilibrar até o fim do ano, com o bezerro acompanhando a esperada recuperação do boi gordo.

Em bom português: o mercado está “se arrumando” para uma nova alta.


2026: O Boom Está No Horizonte

A soma de fatores — redução do plantel, alta da demanda e recuperação do boi gordo — cria o cenário perfeito para um boom do preço do bezerro entre o fim de 2025 e o início de 2026.

Quem investir em manejo técnico, genética de qualidade e retenção de matrizes agora estará um passo à frente na virada do ciclo.

O apagão de matrizes pode ser visto como um problema… ou como a melhor oportunidade dos últimos anos.


Conclusão: A Oportunidade Está na Retenção

O apagão de matrizes não é apenas um alerta, mas um divisor de águas no ciclo da pecuária brasileira.
Com a valorização do bezerro em andamento e projeções otimistas até 2026, o momento pede estratégia: reter agora para lucrar depois.

Afinal, o ciclo pecuário é implacável com quem dorme no ponto — e generoso com quem entende o tempo certo de agir.

Imagem principal: Depositphotos.


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