Mastite canina: evite prejuízos e riscos fatais para sua cadela
Para quem tem pressa:
A mastite canina é uma inflamação das glândulas mamárias que pode atingir fêmeas em lactação ou com gravidez psicológica, causando dor intensa e riscos graves. Este artigo detalha como identificar os sintomas precoces, os tratamentos eficazes e as melhores formas de prevenir que essa condição comprometa a vida do animal e de seus filhotes.
Mastite canina: evite prejuízos e riscos fatais para sua cadela
A saúde das fêmeas reprodutoras é um pilar fundamental para quem busca eficiência e bem-estar no manejo animal. A mastite canina surge frequentemente como um desafio silencioso, manifestando-se de forma aguda e exigindo uma resposta imediata do tutor ou produtor. Embora muitos associem o problema exclusivamente ao período de amamentação, a realidade clínica mostra que o desequilíbrio hormonal e fatores externos podem desencadear a inflamação em diversos cenários.
Entender a dinâmica dessa patologia é o primeiro passo para garantir a produtividade e a segurança do plantel. A inflamação não apenas gera um sofrimento visível na cadela, mas também pode inviabilizar a nutrição da ninhada, gerando perdas significativas e custos emergenciais com intervenções veterinárias complexas.
O que é a mastite canina e suas causas
Basicamente, a mastite canina consiste na inflamação das glândulas mamárias, podendo ser acompanhada ou não de uma infecção bacteriana. As bactérias mais comuns, como a Escherichia coli e o Staphylococcus spp., aproveitam pequenas lesões nos mamilos para invadir o organismo. Essas feridas costumam ser causadas pelas unhas dos filhotes durante a amamentação ou por traumas em superfícies rígidas e ambientes com higiene precária.
Além do fator infeccioso, a pseudociese, popularmente conhecida como gravidez psicológica, é uma causa relevante. Nesses casos, a cadela produz leite sem estar gestante. O acúmulo desse líquido sem a devida drenagem gera o “leite empedrado”, que rapidamente evolui para um quadro inflamatório. Neoplasias e alergias dermatológicas também figuram como fatores secundários que predispõem a região mamária ao desenvolvimento da doença.
Sintomas e sinais de alerta
Identificar a mastite canina precocemente é vital. Os sinais clínicos iniciais incluem mamas firmes, quentes e extremamente doloridas ao toque. A cadela pode apresentar prostração, perda de apetite e febre. Em fêmeas lactantes, um sinal claro de que algo vai mal é o comportamento dos filhotes, que param de ganhar peso ou choram excessivamente devido à má qualidade do leite ingerido.
Com o avanço da condição, a secreção mamária pode se tornar amarronzada, com presença de pus ou sangue. Se não houver intervenção, a área pode sofrer necrose, apresentando uma coloração escura e odor fétido. Esse estágio é crítico, pois a infecção pode se tornar generalizada, levando o animal ao estado de sepse, que é frequentemente fatal.
Riscos e a síndrome do leite tóxico
Um dos maiores perigos da mastite canina é a síndrome do leite tóxico. Quando a glândula está infectada, as toxinas bacterianas passam diretamente para os filhotes através da amamentação. Isso causa diarreia esverdeada, inchaço abdominal e alta taxa de mortalidade na ninhada. Portanto, ao diagnosticar a inflamação, a separação dos filhotes e a alimentação com fórmulas substitutas costumam ser medidas necessárias para preservar a vida dos recém-nascidos.
Como funciona o diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é realizado por meio de avaliação clínica e exames complementares, como ultrassonografia, hemograma e análise microbiológica do leite. O tratamento padrão envolve o uso de antibióticos de largo espectro, anti-inflamatórios e analgésicos para controlar a dor. Em situações onde há presença de abscessos ou tumores, a remoção cirúrgica da glândula afetada, conhecida como mastectomia, pode ser a única solução definitiva.
Compressas mornas são úteis para auxiliar na circulação local e aliviar o desconforto, mas a ordenha manual deve ser evitada, pois estimula ainda mais a produção de leite, alimentando o ciclo da inflamação. A recuperação total geralmente ocorre entre duas a três semanas, desde que as orientações médicas sejam seguidas rigorosamente.
Prevenção e manejo eficiente
A prevenção da mastite canina passa diretamente pelo manejo ambiental e pela saúde preventiva. Manter o local onde a cadela repousa limpo e seco reduz drasticamente a carga bacteriana. Aparar as unhas dos filhotes evita lesões de entrada nos mamilos. Contudo, a estratégia mais eficaz para evitar a doença recorrente por causas hormonais é a castração, que interrompe os ciclos de gravidez psicológica e protege a fêmea a longo prazo.
Conclusão
Cuidar da saúde mamária é indispensável para qualquer tutor responsável. A mastite canina é uma condição séria, mas que possui prognóstico favorável quando tratada com agilidade e tecnologia médica. Ao observar qualquer alteração no comportamento ou na anatomia da sua cadela, procure ajuda profissional imediatamente para garantir a longevidade do animal.
imagem: IA

