Mamíferos e Aves Lidam Melhor com as Mudanças Climáticas
Para Quem Tem Pressa
Os mamíferos e aves têm maior capacidade de adaptação às mudanças climáticas devido à sua capacidade de regular a temperatura corporal e estender seus habitats. Isso contrasta com répteis e anfíbios, que enfrentam maiores dificuldades em climas mais frios. O estudo revela como essas características impactam a biodiversidade global e o futuro das espécies.
Impacto das Mudanças Climáticas no Reino Animal
As mudanças climáticas têm moldado a vida no planeta ao longo de milhões de anos, afetando onde os animais vivem e como se adaptam. Um estudo publicado na Nature Ecology destaca que mamíferos e aves possuem vantagens evolutivas significativas em comparação com répteis e anfíbios. Esses grupos conseguem regular a temperatura corporal, estender habitats e explorar regiões anteriormente inabitáveis.
Adaptação Evolutiva: O Segredo dos Mamíferos e Aves
Segundo Jonathan Rolland, da Universidade da Colúmbia Britânica, a endotermia — capacidade de regular a temperatura corporal — é um fator crucial. Isso permite que esses animais:
- Sobrevivam em climas frios: Mantêm o calor necessário para embriões e filhotes.
- Expandam habitats: Adaptam-se a novos ambientes e temperaturas.
- Migrar ou hibernar: Estratégias que ampliam suas chances de sobrevivência.
Em contraste, répteis e anfíbios, que dependem do ambiente externo para regular a temperatura, enfrentam barreiras significativas em climas extremos, como os encontrados no Ártico.
História Climática e Distribuição dos Animais
O estudo combinou dados de distribuição atual das espécies, registros fósseis e informações filogenéticas de mais de 11 mil espécies. Os resultados indicam que, há 40 milhões de anos, quando o planeta era mais quente e tropical, répteis e anfíbios prosperavam. À medida que o clima esfriou, mamíferos e aves dominaram novos habitats, enquanto os primeiros ficaram restritos a zonas tropicais.
Mudanças Atuais e Biodiversidade no Futuro
A pesquisa alerta que as rápidas mudanças climáticas atuais podem impactar a biodiversidade global de forma drástica. Estudar a evolução passada ajuda a prever como espécies podem reagir às condições futuras. Segundo Rolland, entender essas adaptações fornece pistas essenciais para preservar a fauna global.
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