Leitíssimo: O fenômeno do leite a pasto que fatura milhões
A Leitíssimo revolucionou a produção de leite no Brasil com genética Kiwi Cross e sistema 100% a pasto. Conheça a história da gigante baiana e o aporte do SNAG11.
Para Quem Tem Pressa
A Leitíssimo, marca premium encontrada nos melhores mercados, opera a maior produção de leite 100% a pasto do Brasil em Jaborandi (BA). Fundada por neozelandeses, a fazenda utiliza a genética Kiwi Cross e irrigação por pivôs para entregar um produto com 20% mais proteína. Recentemente, a operação recebeu investimentos do SNAG11 para expansão tecnológica, provando que a união entre pé no barro e mercado de capitais é a receita para o sucesso no agro.
Facebook Portal Agron, nosso canal do Whatsapp Portal Agron, o Grupo do Whatsapp Portal Agron, e Telegram Portal Agron mantém você atualizado com as melhores matérias sobre o agronegócio brasileiro.
Acompanhe aqui todas as nossas cotações
A invasão neozelandesa no Cerrado Baiano
Você provavelmente já cruzou com a embalagem minimalista da Leitíssimo nas prateleiras e pensou se tratar de um produto importado. A ironia? Ele nasce no coração do Oeste da Bahia, em uma cidade de apenas 9 mil habitantes. Tudo começou no ano 2000, quando David e Simon Wallace, produtores da Nova Zelândia, rodaram 150 mil quilômetros pelo Brasil.
Enquanto muitos buscavam apenas terra barata, eles buscavam o cenário ideal para replicar o modelo de sucesso da Oceania. Encontraram em Jaborandi o solo e o clima para fundar a antiga Fazenda Leite Verde, hoje a nossa conhecida Leitíssimo.
O segredo está no DNA: A técnica Kiwi Cross
Produzir leite no Brasil não é para amadores, e os Wallace sabiam que não bastava trazer as vacas na bagagem. Sob a liderança de Paul Schuler, a equipe analisou 50 mil animais até formar um plantel de 2 mil vacas compradas em pequenos lotes.
O diferencial competitivo da Leitíssimo reside na genética Kiwi Cross. Trata-se do cruzamento de sêmen de touros neozelandeses com vacas Girolando, Jersey e Holandesas. Essa técnica, aperfeiçoada por um século na Nova Zelândia, resulta em um leite com 20% mais proteína e animais extremamente resilientes ao clima tropical.
Produção 100% a pasto e industrialização vertical
Diferente do modelo de confinamento (onde a vaca mal vê a luz do dia), na Leitíssimo o rebanho vive 100% a pasto. O sistema utiliza gramínea Tifton 85, mantida verde o ano todo graças a um robusto sistema de irrigação por pivôs centrais.
- Rebanho atual: Cerca de 6.000 bovinos.
- Capacidade: Mais de 33 mil litros de leite por dia.
- Verticalização: Do pasto à caixinha, tudo é feito dentro da própria fazenda.
Responsabilidade social e o braço da Delicari
A presença da Leitíssimo em Jaborandi transformou a realidade local. Os proprietários construíram 22 casas para colaboradores, fundaram uma escola bilíngue e programas de alfabetização para adultos. Além disso, a marca expandiu seus horizontes com a Delicari, em Jundiaí (SP), que transforma o leite da fazenda em iogurtes e sorvetes artesanais sem conservantes ou gordura vegetal. É o agro mostrando que “limpo e simples” ainda é o melhor modelo de negócio.
Conclusão
A história da Leitíssimo é a prova viva de que o agronegócio brasileiro, quando aliado à genética de ponta e à gestão eficiente, não possui fronteiras. O que começou como uma expedição neozelandesa por mais de 150 mil quilômetros de estradas brasileiras, consolidou-se em Jaborandi como um modelo de excelência que une sustentabilidade, tecnologia e impacto social.
Ao integrar a produção 100% a pasto com o apoio estratégico do mercado de capitais através do SNAG11, a fazenda não entrega apenas um leite com 20% mais proteína; ela entrega um case de sucesso sobre como verticalizar a produção e valorizar o interior do país. Seja na gôndola do supermercado ou na carteira do investidor, a marca mostra que o futuro do leite no Brasil passa, obrigatoriamente, pelo respeito à natureza e pela inovação constante.
Imagem principal: YouTube.

