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A falsa extinção dos jumentos no Brasil e o erro que poucos explicam

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A falsa extinção dos jumentos no Brasil ignora critérios oficiais da ONU e dados do IBGE. Entenda por que a narrativa não se sustenta.

⚡Para Quem Tem Pressa

A falsa extinção dos jumentos no Brasil não resiste a dados oficiais da ONU, da FAO e do IBGE. O país está longe de um colapso da espécie e, ao contrário do discurso alarmista, possui base técnica e produtiva para estruturar uma cadeia econômica sólida envolvendo os asininos. Simples assim.


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🐴 A falsa extinção dos jumentos no Brasil: Narrativa ou realidade?

“Para inglês ver” é uma expressão tipicamente brasileira que descreve ações feitas apenas para manter aparências. Infelizmente, ela se encaixa perfeitamente na narrativa da falsa extinção dos jumentos no Brasil, repetida nos últimos anos sem o devido respaldo técnico.

O discurso alarmista sugere que o país estaria prestes a perder seus jumentos. Porém, quando analisamos critérios oficiais internacionais, essa tese simplesmente não se sustenta.

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🌍 O que dizem FAO e ONU sobre risco de extinção?

As duas maiores autoridades globais no monitoramento de animais domésticos — FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) e UNEP (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) — são claras quanto aos critérios.

No compêndio “Lista de Vigilância Mundial para Diversidade de Animais Domésticos”, as agências afirmam que:

Raças com mais de 1.000 fêmeas reprodutoras e 20 machos em reprodução estão fora de risco de extinção.

Ou seja, mesmo populações muito menores do que as existentes no Brasil não se enquadram como ameaçadas. Isso desmonta, com base técnica, a narrativa da falsa extinção dos jumentos no Brasil.


🧬 As raças de jumentos existentes no país

O Brasil possui três grupos bem definidos de asininos:

🐎 Jumento Pêga

  • Associação fundada em 1947
  • Mais de 30 mil animais registrados
  • Cadeia organizada, controle genético e mercado ativo

🐎 Jumento Paulista ou Brasileiro

  • Rebanho sem dados públicos consolidados
  • Presença contínua em sistemas produtivos

🐎 Jumento Nordestino

  • Em 2017: 376 mil animais
  • Mesmo com subcadastramento no IBGE
  • Classificado como Sem Raça Definida (SRD)
  • Origem genética ligada à Abissínia (atual Etiópia)

Esses números, por si só, já invalidam qualquer tese de colapso populacional.


📍 Onde estão os jumentos hoje?

O Jumento Nordestino está amplamente distribuído:

  • Margens do Rio São Francisco
  • Caatingas
  • Faixa litorânea do Nordeste

Eles são facilmente vistos em bandos em regiões como:

  • Jericoacoara, Cumbuco e Canoa Quebrada (CE)
  • Mangue Seco (BA)
  • Genipabu e Tibau do Sul (RN)
  • Pontal (PI)

Difícil falar em extinção quando a presença é visível — até demais para alguns órgãos públicos.


♻️ Reprodução elevada derruba o discurso alarmista

Outro ponto ignorado por quem defende a falsa extinção dos jumentos no Brasil é a biologia da espécie:

  • Alta virilidade dos machos
  • Precocidade reprodutiva das fêmeas
  • Fertilidade elevada mesmo em ambientes adversos

Essas características garantem reposição constante do rebanho, inclusive em situações de abandono, algo amplamente documentado.


🚧 O exemplo do Ceará e os dados do Detran

No Ceará, o Detran recolhe em média 290 animais por mês das rodovias — majoritariamente jumentos — para evitar acidentes.

Esses animais são destinados a um refúgio em Santa Quitéria, o que demonstra não escassez, mas excesso populacional em áreas sensíveis.


📊 O que revela o Censo Agropecuário

O Censo Agropecuário de 2017 (IBGE) identificou:

  • Mais de 230 mil propriedades com criação de jumentos
  • Mais de 90% dos produtores com rebanhos inferiores a 20 animais

Isso confirma que a espécie está amplamente distribuída, ainda que pulverizada, reforçando o caráter ilusório da falsa extinção dos jumentos no Brasil.


🚜 Oportunidade perdida: A cadeia produtiva dos jumentos

Os dados apontam para outro caminho:
O Brasil possui plena capacidade de estruturar uma cadeia produtiva de jumentos, assim como já faz com bovinos, suínos e aves.

Isso pode significar:

  • Mais renda para pequenos produtores
  • Geração de empregos no campo
  • Ampliação de exportações
  • Uso racional e sustentável da espécie

Negar essa possibilidade com discursos alarmistas não protege os animais — apenas bloqueia oportunidades.

Imagem principal: Depositphotos.


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