| | |

Escassez de animais eleva boi gordo: CEPEA marca R$ 377,80/@ e B3 Outubro/26 atinge R$ 388,30

Compartilhar

Em 09/10/2026, Indicador do Boi Gordo CEPEA/Esalq chega a R$ 377,80/@ à vista (+0,40%) e R$ 382,02/@ a prazo. B3 Outubro/26 é R$ 388,30. Veja cotações por praça.

Para quem tem pressa:

  • ✅ Indicador à vista: R$ 377,80/@, alta diária de +0,40% (09/10/2026), novo recorde nominal
  • ✅ Preço a prazo (30 dias): R$ 382,02/@ em São Paulo
  • ✅ Mercado futuro B3 — Outubro/26: R$ 388,30/@
  • ✅ Escassez de gado pronto, entressafra e menor volume no confinamento sustentam a valorização
  • ✅ Diferenças regionais superam R$ 25/@ entre praças

Facebook Portal Agron, nosso canal do Whatsapp Portal Agron, o Grupo do Whatsapp Portal Agron, e Telegram Portal Agron mantém você atualizado com as melhores matérias sobre o agronegócio brasileiro.

boi gordo

Acompanhe as cotações de soja, milho, boi gordo, vaca gorda, novilha gorda e boi China


Indicador CEPEA do Boi Gordo renova máxima e chega a R$ 377,80/@; a prazo ultrapassa R$ 382 em SP

O mercado do boi gordo manteve trajetória de valorização e renovou máximas históricas no fechamento de 09 de outubro de 2026, segundo dados do CEPEA/Esalq. O Indicador do Boi Gordo atingiu R$ 377,80/@** na modalidade à vista, com alta de 0,40% no dia. O preço médio a prazo (pagamento em 30 dias) alcançou **R$ 382,02/@ na praça de São Paulo. Na B3, o contrato de boi gordo com vencimento em outubro de 2026 foi ajustado a R$ 388,30/@.

A escassez de animais terminados, somada à disputa entre frigoríficos por lotes com perfil de exportação, é o fator central que impulsiona os preços neste final de início de segundo semestre.


O que aconteceu no mercado físico

O Indicador CEPEA/Esalq acumula ganho contínuo ao longo de outubro. A sequência de altas reflete um quadro de oferta comprimida: a entressafra, combinada com menor entrada de animais provenientes de confinamento — volume estimado em até 20% inferior ao de 2025 em alguns momentos — e anos de elevado abate de fêmeas reduziram a disponibilidade de gado pronto para abate.

“A restrição de animais prontos para o abate ganhou peso suficiente para sustentar os preços mesmo diante de um cenário internacional adverso” — Teresa Vendramini, analista de mercado.

As escalas de abate nas principais regiões ficam entre 5 e 12 dias úteis, patamar considerado curto e que confirma a dificuldade das indústrias em formar lotes.


Cotações por praça e comparação regional

Os valores variam expressivamente entre estados e regiões. A tabela abaixo reúne referências coletadas no período de 07 a 09 de outubro de 2026:

Estado / PraçaÀ vista (R$/@)A prazo 30 dias (R$/@)Período da referênciaFonte
São Paulo377,80382,0209/10/2026CEPEA/Esalq
Paraná375,00378,0007–09/10/2026Agrifatto / Campo Soberano
Mato Grosso do Sul364,00–370,00370,0007–09/10/2026Agrifatto / TikTok
Minas Gerais357,00–360,00360,0007–09/10/2026Agrifatto / Campo Soberano
Mato Grosso345,00–347,00345,0007–09/10/2026Agrifatto / TikTok
Goiás349,00–360,00360,0007–09/10/2026Campo Soberano / Agrifatto

Observação: Valores de referência podem variar conforme qualidade do lote, rendimento de carcaça, frete e prazo de pagamento. A diferença entre a praça mais valorizada (SP) e a menor (Sul de Goiás) chega a aproximadamente R$ 28,80/@.


Mercado futuro na B3

Os contratos acompanham a firmeza do mercado físico:

Contrato B3Preço (R$/@)Variação
Boi Gordo Outubro/26388,300,00%
Boi Gordo Novembro/26396,60+0,10%
Boi Gordo Dezembro/26393,00-0,32%

Fonte: B3 / Notícias Agrícolas, dados de 09–12/10/2026

A diferença entre o mercado físico paulista à vista (R$ 377,80) e o contrato de outubro na B3 (R$ 388,30) chega a R$ 10,50/@ — cálculo do Agron — indicando expectativa de manutenção de preços elevados no curto prazo.


O que move os preços

Três fatores principais convergem:

  1. Oferta restrita: menor número de animais terminados vindo de confinamento e pastagem, agravado pela entressafra
  2. Demanda firme: frigoríficos mantêm compras para cumprir contratos de exportação e abastecer mercado interno
  3. Ciclo pecuário em transição: menor abate de fêmeas nos últimos meses reduz oferta imediata, mas pode ampliar reposição a partir de 2027

Fechamento

O Indicador do Boi Gordo CEPEA segue renovando máximas em outubro de 2026, com sustentação na escassez de animais prontos. A tendência de preços elevados deve persistir enquanto a oferta não responder, o que depende da recuperação do número de animais em terminação e da entrada de novos lotes na entressafra. As escalas de abate curtas e os prêmios no mercado futuro sinalizam que o mercado físico deve manter patamar elevado nas próximas semanas.


Fontes

  • CEPEA/Esalq — Indicador do Boi Gordo, referência de 09/10/2026
  • B3 — Contratos futuros de boi gordo, 09–12/10/2026
  • Notícias Agrícolas — cotações consolidadas
  • Jornal Campo Soberano — referências regionais
  • É com dados de Agrifatto, RuralNews e Cepea
  • Imagem principal: Depositphotos


Compartilhar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *