Imposto sobre herança na reforma tributária afeta o agro
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Como o Imposto sobre Herança na Reforma Tributária Afeta o Agro
A reforma tributária em discussão no Brasil traz mudanças significativas no Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), que incide sobre heranças e doações. Aprovada pela Câmara dos Deputados, a proposta prevê alterações que podem impactar diretamente o setor agropecuário, levantando preocupações sobre a descapitalização dos produtores.
Principais Mudanças Propostas no Imposto sobre herança na reforma tributaria e como afeta o agro
1. Tributação Progressiva: O ITCMD passará a ser progressivo, ou seja, sua alíquota será definida de acordo com o valor da herança ou doação. Quanto maior o patrimônio transmitido, maior será a alíquota, com limite máximo de 8%.
2. Local de Cobrança: Com a reforma, o imposto será cobrado no domicílio onde o falecido residia, em vez de ser no local onde é realizado o inventário. Essa mudança busca evitar que herdeiros busquem locais com tributação mais favorável para processar as heranças.
3. Heranças no Exterior: A proposta também prevê a possibilidade de maior cobrança do imposto sobre heranças que envolvam bens localizados no exterior. Isso pode afetar proprietários rurais com ativos em outros países.
4. Isenção para Doações a Instituições sem Fins Lucrativos: A reforma inclui a isenção do ITCMD sobre doações realizadas a instituições sem fins lucrativos, como igrejas e entidades beneficentes. Essa medida visa estimular as doações e incentivar ações filantrópicas.
Desafios para o Setor Agropecuário
Essas mudanças podem representar um desafio adicional para o setor agropecuário, impactando a sucessão de propriedades rurais e a descapitalização dos produtores. Acompanhar atentamente as discussões sobre a reforma é fundamental para garantir que as medidas tributárias sejam justas e não comprometam o desenvolvimento sustentável do agronegócio no país. A descapitalização pode prejudicar investimentos na modernização do setor e na aquisição de novas tecnologias, impactando a produtividade e a competitividade do agro brasileiro.
Possíveis Impactos Internacionais
A possibilidade de cobrança sobre heranças no exterior pode afetar proprietários de terras com investimentos internacionais, criando um cenário complexo para quem atua no agronegócio em escala global.
Reflexões sobre o Imposto sobre Herança
Em um artigo escrito em 2016, o Dr. Igor Mauler Santiago, mestre e doutor em Direito Tributário pela UFMG, questionou alguns pontos para a cobrança do imposto sobre herança na proposta daquela época. Ele destacou que comparações e dados imprecisos sobre alíquotas de países desenvolvidos não surtiram o efeito prático objetivado na criação do imposto nesses países. Destacando que o aumento brusco da carga tributária para pessoas físicas pode levar a planejamentos tributários e expatriação fiscal, em vez de promover o aumento da arrecadação e a redistribuição de riqueza. Como por exemplo o que ocorreu na França, com o “Impôt de Solidarité sur la Fortune” (Imposto sobre a Solidariedade sobre a Fortuna – ISF), ressaltando como essa tributação atinge principalmente os estratos superiores da classe média, sem efetivamente alcançar os muito ricos.
Ao menos, desde 2002, o professor Ives Gandra da Silva Martins tem expressado sua preocupação com a proposta de criação de impostos sobre grandes fortunas e heranças. Ele destaca o fracasso global do tributo sobre poupanças e investimentos, ressaltando que a tributação nessas áreas poderia afastar investimentos em um mundo ávido por recursos.
Além disso, o professor e jurista menciona que o Brasil já possui um imposto sobre heranças, de competência dos Estados, conforme o artigo 155, inciso I, da Constituição Federal. No entanto, a União também recebe uma parcela dessa imposição por meio de antecipações de legítima.
Antes da reforma tributária liderada por Roberto Campos e Bulhões de Carvalho, o imposto estadual de transmissão chegou a atingir 40% no Estado de São Paulo. Entretanto, a revolução tributária reduziu drasticamente essa incidência e eliminou a progressividade do tributo, permitindo que os Estados recebessem mais com alíquotas menores.
Gandra destaca que o princípio da progressividade está em declínio globalmente, uma vez que os ideais de um Estado distribuidor de riquezas muitas vezes não se concretizam na prática, e o Estado acaba favorecendo os detentores do poder em vez de promover uma distribuição mais justa de recursos.
Importância de Representação no Debate
É importante ressaltar que a reforma ainda será analisada pelo Senado, podendo sofrer alterações antes de sua implementação. Portanto, é essencial que os envolvidos no agronegócio acompanhem atentamente as discussões e busquem representar seus interesses para garantir que a reforma tributária seja justa e favorável ao desenvolvimento sustentável do setor agropecuário, sem prejudicar aqueles que são fundamentais para o crescimento do país.
Fontes: As informações apresentadas neste artigo foram resumidas a partir de diversas fontes, incluindo veículos de comunicação de renome, relatórios e documentos da Câmara dos Deputados e do Senado. Infelizmente, devido às limitações de espaço e formato, não foi possível citar as fontes específicas de cada trecho. No entanto, reconhecemos a importância e relevância dessas fontes na construção deste conteúdo e agradecemos sua contribuição para o embasamento deste artigo. Texto gerado por ChatGPT, um modelo de linguagem desenvolvido pela OpenAI, com contribuições e correções adicionais do autor. Imagem principal: Depositphotos.


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