Galinhas criadas soltas: Segredo que enriquece fazendeiros
Galinhas criadas soltas garantem carne e ovos premium, alto bem-estar animal e lucros de até US$ 800 mil/ano. Descubra como aplicar o sistema!
Para Quem Tem Pressa
Se você está com pouco tempo, aqui vai o resumo: as galinhas criadas soltas viraram um negócio milionário na Austrália, unindo bem-estar animal, pasto rotativo, controle sanitário e lucros de até US$ 800 mil/ano. Um modelo que conquista consumidores exigentes e ainda reduz custos dos fazendeiros. E sim, envolve até tratores e lampiões — não é só sol e grama, não!
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O que são galinhas criadas soltas?
As galinhas criadas soltas são aves que têm liberdade para circular em áreas abertas, ao contrário dos sistemas convencionais de confinamento. Esse método vem ganhando força especialmente na Austrália, onde milhares de fazendeiros usam cercas móveis, pastos rotativos e tratores para garantir espaço, saúde e conforto às aves. O resultado? Carnes mais firmes, ovos com gemas alaranjadas e consumidores dispostos a pagar mais.
O manejo começa desde cedo
Tudo começa antes mesmo das aves nascerem. Na Austrália, a cada semana, milhares de ovos fertilizados passam por incubadoras especializadas. Após 21 dias, os pintinhos são sexados manualmente (sim, existe gente que faz isso o dia todo) e seguem para espaços controlados, sob temperatura entre 32 °C e 35 °C.
Nos primeiros dias, as galinhas criadas soltas recebem ração balanceada rica em vitaminas A e D3, milho triturado e farelo de soja. Até aí, nada de liberdade ainda — elas ficam em galpões protegidos, com piso de casca de arroz e cobertura à prova de vento.
Do galpão para o campo: pasto rotativo e cercas móveis
A partir da quarta semana, começa a vida livre. As galinhas criadas soltas vão para pastos ao ar livre, onde beliscam grama, vermes e pequenos insetos. As áreas são delimitadas por cercas de 1,5 metro, essenciais para evitar visitas indesejadas de predadores ou animais silvestres.
Mesmo livres, não pense que as aves vivem só de forrageio. Pela manhã e no fim da tarde, recebem 120 gramas de ração balanceada por ave. Esse equilíbrio entre alimentação natural e suplementação garante não só a saúde das aves, mas também produtos com maior valor de mercado.
Tratores, lampiões e rotação de áreas
Um ponto curioso do manejo das galinhas criadas soltas é a mobilidade. Os fazendeiros australianos movem os galinheiros móveis com tratores a cada 3 a 5 dias. Isso evita acúmulo de dejetos, reduz o risco de doenças e mantém o solo saudável. Em média, cada galinha tem entre 1 e 2 m² para circular — espaço digno de quem quer ovos premium no café da manhã.
Ovos premium e carne de qualidade
As galinhas criadas soltas começam a botar ovos por volta do quinto mês. Os ninhos, forrados com palha seca, ficam a cerca de 40 cm do chão. O manejo inclui coleta duas vezes ao dia, garantindo ovos limpos e frescos. Em fazendas com 10.000 aves, a produção pode chegar a 8.000 ovos/dia — praticamente uma fábrica de omeletes!
Cada ovo passa pelo candle test, onde uma luz revela possíveis trincas ou impurezas. Os aprovados seguem para o mercado, atendendo consumidores dispostos a pagar bem mais por alimentos sustentáveis.
Já os frangos de corte atingem peso ideal entre o quarto e o quinto mês, com média de 2 a 2,5 kg. Antes do abate, as galinhas criadas soltas ficam 12 horas sem alimentação para reduzir o estresse no transporte até frigoríficos certificados.
Lucro alto e sustentabilidade
O modelo das galinhas criadas soltas não só agrada consumidores, mas também o bolso dos produtores. Um lote de 20 mil frangos pode gerar mais de US$ 100 mil de lucro líquido. No caso dos ovos, o faturamento anual pode chegar a US$ 800 mil, dependendo do mercado local e do volume produzido.
Além do lucro, o sistema reduz custos com ração em até 50%, aproveita resíduos agrícolas e se encaixa perfeitamente no conceito de sustentabilidade, tão exigido hoje em supermercados e restaurantes.
Outro diferencial são os galinheiros móveis, feitos de estruturas metálicas e lonas, que protegem contra predadores e variações climáticas. Um investimento que, apesar do custo inicial, garante retorno rápido ao produtor.
Vale a pena investir?
Se a ideia é produzir carne e ovos de qualidade, ganhar mercado e ter retorno financeiro, as galinhas criadas soltas se mostram uma aposta certeira. O segredo australiano envolve disciplina, tecnologia, manejo constante — e, claro, consumidores cada vez mais preocupados com a origem dos alimentos.
Quem diria que soltar galinhas no pasto poderia render até US$ 800 mil por ano? Pois é. Na Austrália, virou quase um “passeio das milionárias” — com direito a tratores, lampiões e muito planejamento.
Imagem principal: YouTube/Meramente ilustrativa.

