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O salto histórico das exportações de carnes em 11 anos

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As exportações brasileiras de carnes atingiram recorde histórico no 1º semestre de 2026, somando US$ 15,9 bilhões. Veja a análise completa dos dados Scot/Secex.

“Para Quem Tem Pressa”

As exportações brasileiras de carnes registraram no primeiro semestre de 2026 o maior volume e faturamento da série histórica dos últimos 11 anos (2016 a 2026). Com receita total de US$ 15,9 bilhões, o setor teve salto de 173,1% no faturamento e de 64,3% no volume na comparação com 2016. A carne bovina atingiu sua maior representatividade no período, abocanhando 30,5% de todo o volume e expressivos 57,0% do faturamento total.

Exportações de carnes


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Recorde absoluto no primeiro semestre marca a pecuária nacional

O setor de proteína animal do Brasil acaba de alcançar um feito sem precedentes na história recente do comércio exterior. No primeiro semestre, as exportações brasileiras de carnes registraram os maiores índices de volume e de faturamento dos últimos 11 anos.

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As projeções e dados consolidados mostram um avanço extraordinário ao comparar o desempenho atual com o mesmo período do ano de 2016. Em um intervalo de uma década, o volume total embarcado subiu 64,3%, enquanto o faturamento saltou impressionantes 173,1%, atingindo a marca recorde de US$ 15,9 bilhões.

Enquanto alguns ainda debatem o futuro do setor no mercado global, os números deixam claro que a carne brasileira continua dominando as prateleiras mundiais com força total.


O protagonismo avassalador da carne bovina

Dentro da pauta exportadora de proteínas — que engloba carne bovina, carne suína, carne de aves e suas respectivas miudezas —, a carne bovina consolidou sua posição como o principal motor do faturamento do agronegócio brasileiro.

A evolução da participação da carne bovina no total das exportações brasileiras de carnes entre os primeiros semestres de 2016 e 2026 evidencia essa ascensão histórica:

  • Em 2016: A carne bovina representava 19,2% do volume total exportado e 38,1% do faturamento das carnes.
  • Em 2026: A participação da carne bovina disparou para 30,5% do volume exportado e dominou 57,0% de todo o faturamento obtido no semestre.

Trata-se da maior participação da carne bovina registrada em todo o período analisado (2016 a 2026), reafirmando o alto valor agregado do produto brasileiro no exterior. Para acompanhar análises diárias sobre a bovinocultura, acesse as novidades sobre a pecuária no Agron.


Raio-X da evolução histórica (2016 a 2026)

A análise detalhada elaborada pela Scot Consultoria com base nos dados oficiais da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) revela a trajetória ascendente dos embarques do país.

O comportamento dos primeiros semestres ao longo dos 11 anos demonstra a consolidação gradual do Brasil como superpotência de alimentos:

  1. 2016 a 2018: O volume manteve-se próximo do patamar de 2,50 a 3,00 milhões de toneladas, com faturamento oscilando entre US$ 5,00 bilhões e US$ 6,00 bilhões. O ponto mais baixo de arrecadação da série ocorreu no 1º semestre de 2018 (cerca de US$ 5,00 bilhões).
  2. 2019 a 2021: Início do ciclo de forte expansão. O volume saltou de aproximadamente 2,90 milhões de toneladas para ultrapassar a barreira das 3,30 milhões de toneladas em 2021, puxando a receita para o patamar de US$ 8,00 bilhões a US$ 9,00 bilhões.
  3. 2022 a 2024: O faturamento quebrou a barreira dos US$ 11,00 bilhões em 2022. Embora tenha havido uma leve acomodação de preços em 2023, o volume continuou crescendo progressivamente até atingir mais de 4,00 milhões de toneladas em 2024.
  4. 2025 a 2026: Aceleração sem precedentes. Em 2025, os valores já haviam ultrapassado US$ 13,00 bilhões, culminando no pico histórico do 1º semestre de 2026, quando o volume ultrapassou a marca de 5,00 milhões de toneladas (aproximando-se de 6,00 milhões de t) e o faturamento disparou para US$ 15,9 bilhões.

O impacto no agronegócio e a eficiência do produtor

Esse resultado expressivo das exportações brasileiras de carnes não acontece por acaso. Ele reflete anos de investimento contínuo em genética, sanidade animal, nutrição, sustentabilidade no campo e abertura de novos mercados internacionais.

Com a carne bovina respondendo por quase 60% da receita de todas as proteínas embarcadas pelo país, o pecuarista brasileiro demonstra sua capacidade de atender à crescente demanda mundial com eficiência econômica e produtiva.

Fonte: Scot Consultoria. Imagem principal: Depositphotos.


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