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Em meio a menor oferta, frigoríficos buscam boi mais barato

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Indústria frigorífica busca boi barato em meio a menor oferta de animais para abate; confira o preço por estado.

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Veja também: Mercado do Boi China estável, mas insegurança no interno

O mercado físico do boi gordo apresentou preços mais baixos a estáveis em diferentes praças pecuárias nesta quarta-feira, 19 de julho. Apesar da entressafra, que tradicionalmente resulta em menor disponibilidade de animais prontos para o abate, as cotações continuam pressionadas em algumas regiões brasileiras devido à postura das indústrias frigoríficas que estão buscando “boi barato” no mercado. Muitas delas estão fora das compras, operando com escalas de abate alongadas, o que dificulta um movimento de alta nas cotações e, em alguns casos, leva a ofertas de compra abaixo dos preços de referência.

Na análise da Scot Consultoria, algumas regiões do país registraram novas negociações abaixo dos valores mínimos praticados, reforçando o cenário de queda no mercado físico do boi gordo. Em praças pecuárias paulistas, as cotações de todas as categorias se mantiveram estáveis em relação ao dia anterior, com o boi gordo sendo negociado em média a R$240,00 por arroba, a vaca gorda a R$212,00 por arroba e a novilha gorda a R$230,00 por arroba, preços brutos e a prazo.

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Por outro lado, o “boi China”, categoria de animais abatidos jovens com até 30 meses de idade, continua com maior demanda, impulsionado pela China, o maior comprador de carne bovina brasileira. Nessa categoria, a cotação chega a R$250,00 por arroba, representando um ágio de R$10,00 por arroba em relação ao boi comum.

O cenário também é refletido nos preços futuros do boi gordo, que estão abaixo dos R$250,00 por arroba na Bolsa Brasileira (B3), desestimulando alguns produtores a investirem em engorda nos confinamentos para o segundo semestre. O contrato com vencimento para dezembro de 2023 foi o único com reajuste diário positivo, atingindo R$254,30 por arroba.

A indústria enfrenta dificuldades, pois a carne de frango tem apresentado oferta excessiva, resultando em quedas significativas nos preços tanto no atacado quanto no varejo, o que aumenta a competitividade em relação à carne bovina. O escoamento lento e os estoques elevados também contribuem para a situação desafiadora.

Além disso, há um diferencial de base entre os preços do boi gordo em São Paulo e em Mato Grosso, com esse último apresentando uma recuperação mais tímida devido ao alongamento das escalas de abates pelas indústrias, que reduzem o apetite por novos negócios devido ao abastecimento confortável de seus estoques. A oferta de fêmeas acima da média também influencia negativamente a recuperação sazonal dos preços no segundo semestre.

No atacado e varejo, todas as mercadorias apresentam baixa liquidez, e o acúmulo de produtos é observado em diversos pontos de vendas, o que leva a postergação das descargas de novas mercadorias em várias localidades. Em São Paulo, a carcaça casada do boi castrado atingiu o menor patamar desde meados de 2020, sendo cotada a R$15,00 por quilo. Os preços do quarto traseiro, quarto dianteiro e ponta de agulha também registraram quedas, situando-se em R$18,00, R$14,00 e R$13,90 por quilo, respectivamente.

A situação desafiadora do mercado de carne bovina demanda atenção e ações estratégicas para superar esse período de pressão de preços e baixa demanda, o que pode impactar produtores e toda a cadeia de produção e comercialização de carne bovina no país.

Fonte: Texto gerado por ChatGPT, um modelo de linguagem desenvolvido pela OpenAI, com contribuições e correções adicionais do autor. Imagem principal: Depositphotos.


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