Dicas para evitar que cães comam lixo ou objetos da rua durante o passeio
Um segundo de distração. Foi o suficiente para o cão puxar a guia, abocanhar algo da calçada e engolir. Quem convive com cães sabe o quanto esse comportamento pode ser perigoso — e comum. Ingerir lixo, restos de comida, pedras, bitucas ou até ossos jogados na rua não é apenas um hábito desagradável, mas um risco sério à saúde.
Esses objetos podem causar desde intoxicações leves até obstruções intestinais graves, levando o animal à emergência veterinária. E o pior: em muitos casos, o tutor nem percebe o que o pet engoliu até que os sintomas apareçam. Por isso, mais do que repreender, é fundamental adotar estratégias de prevenção antes, durante e depois dos passeios.
O comportamento de fuçar o chão e colocar coisas na boca é instintivo em muitos cães. Eles exploram o mundo principalmente pelo olfato e paladar. O problema é que em ambientes urbanos, esse instinto pode ser perigoso.
Cães entediados, ansiosos ou mal estimulados tendem a ser mais impulsivos e menos seletivos na rua. A mistura de cheiros, restos de comida, embalagens com sabor e objetos inusitados desperta a curiosidade e desencadeia esse comportamento compulsivo.
Além disso, filhotes e cães que não foram ensinados a controlar os impulsos ainda não entendem os limites do que é seguro ou não ingerir. A boa notícia é que esse comportamento pode — e deve — ser moldado com treino, atenção e algumas mudanças simples na rotina.
Um erro comum é achar que o controle começa na rua. Na verdade, ele começa antes mesmo da coleira ser colocada. Passeios bem-sucedidos com cães dependem de uma boa preparação:
Além disso, associe a guia e a coleira a comandos de atenção. Ensinar o “junto”, “olha pra mim” ou “deixa” é uma forma poderosa de redirecionar o foco do pet antes que ele tente abocanhar algo.
Ao ver o cão prestes a pegar algo da rua, o instinto do tutor costuma ser gritar ou puxar a guia com força. Mas essa reação pode não surtir o efeito desejado. O animal pode associar a bronca ao ambiente, ao tutor ou até se assustar e engolir mais rápido.
A estratégia mais segura é a prevenção com reforço positivo. Sempre que o cão ignorar um objeto chamativo no chão, recompense imediatamente com petisco ou carinho. Treinos curtos dentro de casa simulando a presença de lixo ou alimentos no chão ajudam a criar essa resposta.
Outra dica é levar petiscos mais atrativos no bolso e usar como recompensa por bom comportamento. Isso torna o tutor mais interessante que qualquer coisa na rua — uma vantagem essencial em passeios urbanos.
Se mesmo com treinos e estratégias o seu cão insiste em comer lixo na rua, o uso de focinheiras pode ser uma medida provisória de proteção. Ao contrário do que muitos pensam, a focinheira correta (modelo cesto) permite que o cão respire, beba água e até receba petiscos — mas impede que ele pegue objetos do chão.
Cães que frequentam áreas com alto risco, como praças com restos de comida, feiras ou locais com acesso a ossos e bitucas, devem usar esse acessório para segurança.
O importante é não transformar a focinheira em punição. Ela deve ser apresentada de forma positiva e confortável, associada a petiscos e momentos de carinho. Assim, o cão se adapta melhor e o passeio continua sendo uma experiência prazerosa.
A rua é um ambiente cheio de estímulos, mas também de perigos invisíveis. Vidros quebrados, iscas com veneno, remédios descartados e alimentos estragados podem parecer inofensivos à primeira vista, mas são ameaças reais.
Por isso, além de observar o comportamento do cão, é essencial criar uma rotina de passeios com hora, trajeto e duração definidos. Isso ajuda o animal a se sentir mais seguro e a reduzir a ansiedade que pode levar ao comportamento de “caçar” objetos no chão.
Muitos problemas surgem porque os tutores improvisam os passeios ou acham que apenas soltar o cão no quintal substitui a caminhada. Mas é o passeio que estimula o olfato, gasta energia mental e reforça o vínculo entre humano e animal.
Por fim, o mais importante é cultivar o olhar atento durante o passeio. Cães dão sinais antes de pegar algo do chão: eles param, farejam com insistência, se abaixam ou focam em determinado ponto. Reconhecer esses comportamentos e agir rápido pode evitar acidentes.
E lembre-se: educação canina é um processo. Leva tempo, exige consistência e paciência, mas traz resultados duradouros. Cães bem conduzidos passeiam melhor, são mais seguros e felizes — e os tutores ganham tranquilidade.
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