O complexo soja enfrenta quedas de preço no Brasil devido ao dólar baixo e alta oferta. Veja os dados de exportação da Secex e as tendências para farelo e óleo.
Para Quem Tem Pressa
O mercado do complexo soja vive momentos distintos: enquanto o farelo e o grão sustentam preços no exterior devido à alta demanda, o óleo de soja recua seguindo a queda do petróleo. No Brasil, o cenário é de baixa; a valorização do Real e o aumento da oferta interna reduziram os preços locais na última semana, apesar do volume recorde de exportação de farelo registrado pela Secex em março.
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Mercado do complexo soja: O descompasso entre o Brasil e o exterior
A dinâmica do complexo soja apresentou variações significativas na última semana, revelando um cenário de forças opostas entre o mercado doméstico e as bolsas internacionais. Enquanto o farelo e o grão em solo estrangeiro permanecem firmes, o óleo de soja patina, e o produtor brasileiro sente o peso de fatores macroeconômicos que “esfriaram” os preços locais.
Exterior: Farelo em alta, óleo em baixa
A sustentação dos preços externos do farelo e da soja em grão deve-se, primordialmente, à demanda internacional que segue aquecida. O apetite global por proteína vegetal continua sendo o pilar de sustentação para esses derivados.
Por outro lado, o óleo de soja não teve a mesma sorte. Influenciado diretamente pela desvalorização do petróleo no mercado internacional, o biocombustível e seus correlatos perderam força. Afinal, no mercado de commodities, quando o “ouro negro” espirra, o setor de óleos vegetais costuma pegar um resfriado.
O cenário brasileiro e a pressão do câmbio
No Brasil, o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) reportou que os valores de todo o complexo soja registraram leves quedas. Dois fatores principais explicam esse movimento:
- Aumento da Oferta: Com a colheita avançando e o produto chegando ao mercado, a pressão natural de oferta tende a baixar os prêmios.
- Dólar e Competitividade: A desvalorização da moeda americana frente ao Real é uma faca de dois gumes. Se por um lado ajuda no controle inflacionário, por outro, reduz a competitividade da nossa soja na exportação, tornando o produto brasileiro menos atrativo para o comprador estrangeiro em termos de conversão financeira.
Recordes e desafios nas exportações (Dados Secex)
Apesar da queda nos preços, o volume de escoamento é impressionante. Dados da Secex mostram que o Brasil exportou 14,51 milhões de toneladas de soja em grão em março. Isso representa mais que o dobro do volume registrado em fevereiro.
O destaque absoluto do complexo soja ficou para o farelo: 1,92 milhão de toneladas embarcadas, um recorde histórico para o mês de março. Já o óleo de soja viu seus embarques caírem 13,02%, reflexo direto da ausência de compras chinesas e da menor demanda de parceiros como Índia e Uruguai. Parece que, para o óleo, o mercado está operando em “modo de espera”.
O setor agora monitora de perto se essa retração do óleo é apenas um ajuste técnico ou se o complexo soja enfrentará um período de margens mais apertadas para o restante do semestre.
Disclaimer
Este artigo é de caráter informativo e opinativo, com dados e cotações referentes ao dia 13/04/2025. As informações podem conter imprecisões, sendo sua utilização de responsabilidade exclusiva do leitor. O conteúdo não constitui recomendação de investimento, orientação financeira, consultoria jurídica ou aconselhamento comercial. Decisões devem considerar as particularidades de cada operação, os regulamentos aplicáveis e, quando necessário, o apoio de profissionais habilitados. Os autores e o site não se responsabilizam por decisões tomadas com base neste material.
Fonte: CEPEA, diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário.
Imagem principal: Depositphotos.

