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Como os vermes comprometem o sucesso da pecuária leiteira

Guilherme Moura, médico veterinário, doutor em ciência animal pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e gerente de serviços técnicos bovinos e equinos da Vetoquinol Saúde Animal

A produção brasileira de leite era de 11,2 bilhões de litros, em1980. Passadas pouco mais de quatro décadas, o volume triplicou, alcançando 35,7 bilhões de litros. A produção aumentou e o plantel de vacas declinou ligeiramente de 16,5 milhões para 16,2 milhões de cabeças. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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O que esses números indicam? Em primeiro lugar, que a pecuária leiteira está em processo de melhoria contínua dos seus indicadores de produtividade. Com isso, o volume de produção por vaca/ano supera 2.200 kg e deve manter o crescimento. Em segundo lugar, a seleção genética é intensa, com o aumento do rebanho de vacas de alta produção. Outros dois pontos podem ser destacados: o crescente investimento em nutrição pelos pecuaristas e a melhoria dos indicadores de sanidade, que caminham lado a lado com o conceito de bem-estar animal.

Com o avanço da ciência e da tecnologia, problemas ainda importantes, como as verminoses, passaram a ser mais combatidos nas fazendas. Entretanto, esses inimigos ainda estão entre os que mais assustam os produtores: os endoparasitas representam mais de R$ 8 bilhões de prejuízos anuais, segundo estudos recentes. E mais: o problema tem potencial para representar perdas de 4 bilhões de litros de leite por ano, se não tratado corretamente.

Mas como os vermes comprometem o sucesso da pecuária leiteira? Para começar, a incidência de verminoses provoca redução de peso nas fêmeas, que ficam mais debilitadas. De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), as perdas podem chegar a até 40 quilos por animal. Além disso, há queda da imunidade das vacas, deixando-as mais propensas ao desenvolvimento de outras enfermidades, como as infecções pulmonares.

Os perigos não param por aí. A infecção por vermes contribui para o surgimento de problemas reprodutivos decorrentes na condição corporal deficiente do animal. Assim, em muitos casos as vacas deixam de entrar no cio no momento esperado. Sem cria não há lactação nem ampliação do plantel.

A ciência possibilitou a descoberta de soluções eficazes para combater os parasitas. Um exemplo disso é a eprinomectina. Esse eficaz ingrediente ativo é capar de solucionar de forma rápida a ocorrência de verminoses em vacas e incrementar a produção de leite de até 2 litros por dia, de acordo com estudos feitos com animais tratados exclusivamente com a molécula.

Outro benefício de compostos à base de eprinomectina – como Bullmax, da Vetoquinol Saúde Animal, uma das 10 maiores indústrias veterinárias do mundo – é a carência zero. Ou seja, a ordenha pode ser realizada imediatamente após a aplicação. Tudo isso sem descartar o leite, item fundamental para manter a rentabilidade da fazenda.

Beatriz Pedrini

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