Carne de Frango e Suína em Alta: O Que Esperar para 2025

2025: A Retomada da Carne de Frango e Suína – O Que Esperar da Competição com a Carne Bovina?

O ano de 2025 promete trazer um cenário desafiador para a carne bovina, com uma maior competitividade das proteínas avícola e suinícola, especialmente diante da expectativa de menor produção de carne bovina e uma demanda aquecida para as alternativas. Após um 2024 marcado por preços elevados para a arroba do boi gordo, a tendência é que as carnes de frango e suíno ganhem ainda mais espaço no mercado.

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Cenário de Carne Bovina: Expectativa de Preços Mais Altos

O ano de 2024 foi um período de valorização para a carne bovina, com preços da arroba da carne de boi em alta, especialmente a partir de setembro. O ciclo pecuário, que entrou em uma fase de inversão, reduziu a oferta de gado para abate, pressionando os preços. Com isso, os analistas de mercado, como Felipe Fabbri da Scot Consultoria, alertam para uma tendência de preços ainda mais elevados para a carne bovina em 2025.

Além disso, a relação de troca entre a carne bovina e outras proteínas, como frango e suíno, que foi favorável ao boi gordo em 2024, tende a se inverter em 2025. Isso significa que, ao longo do próximo ano, o consumidor poderá ver um aumento nas ofertas de carne de frango e suína, levando a uma maior competitividade das carnes alternativas no mercado interno.


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Carne de Frango: Competitividade e Expectativa de Crescimento

A carne de frango deve continuar sendo uma opção atraente para os consumidores em 2025, com uma produção projetada para crescer 2,7% em relação a 2024. O aumento da produção de carne de frango, que deve alcançar até 15,3 milhões de toneladas, está diretamente relacionado à sua competitividade no mercado, sendo uma alternativa de proteína mais acessível em comparação à carne bovina.

O consumo per capita de carne de frango também deve registrar um aumento de 2,2% em 2025, chegando a 46,6 quilos por pessoa. Além disso, as exportações da proteína devem crescer 1,9%, com um volume de até 5,4 milhões de toneladas, impulsionadas pela demanda internacional.

Carne Suína: Expectativa de Crescimento Sólido

A carne suína também se apresenta como uma alternativa promissora, com uma produção projetada para crescer 2% em 2025, alcançando 5,45 milhões de toneladas. Apesar de o consumo interno de carne suína se manter estável em 19 quilos per capita, as exportações devem apresentar um crescimento significativo de 7,4%, com um volume de até 1,45 milhão de toneladas.

Com a perspectiva de aumento na produção de carne suína, a proteína deve continuar sendo uma opção relevante para os consumidores brasileiros, especialmente no segundo semestre de 2025, quando o mercado tende a apresentar maior ritmo de consumo.

A Carne Bovina em 2025: Desafios e Oportunidades no Mercado Externo

Apesar da projeção de uma produção mais reduzida de carne bovina em 2025, o Brasil continuará sendo líder mundial nas exportações de carne bovina, impulsionado pelo aumento das compras de países do Sudeste Asiático. A demanda externa, especialmente da China e outros países asiáticos, deve garantir a manutenção das exportações brasileiras, que podem alcançar 2,62 milhões de toneladas, um aumento de 3,18% em relação a 2024.

Com isso, a valorização da carne bovina no mercado interno é esperada, embora os preços possam ser pressionados pela crescente oferta das carnes suína e de frango, que se tornarão ainda mais competitivas frente à carne de boi.

Conclusão: 2025 Será o Ano da Diversificação no Mercado de Proteínas

O ano de 2025 trará um ambiente de maior competição no setor de proteínas, com a carne de frango e suína se destacando no cenário doméstico e no mercado externo. A redução da produção de carne bovina e os preços mais altos da arroba do boi gordo criam um espaço propício para o fortalecimento das proteínas alternativas. Com uma maior oferta de frango e suíno, os consumidores brasileiros terão mais opções à mesa, enquanto as exportações dessas carnes devem atingir novos recordes, respondendo à crescente demanda internacional.

Esse cenário de diversificação será um desafio para o mercado de carne bovina, mas também uma oportunidade para o setor avícola e suinícola, que deverá continuar a expandir sua participação no mercado de proteínas, beneficiando-se da competitividade e da tendência de preços mais atrativos.

Imagem principal: Depositphotos.

Douglas Carreson

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