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Café brasileiro: 3 motivos que fazem os EUA implorarem por ele

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A ausência do café brasileiro pode inviabilizar o consumo da bebida nos EUA. Entenda o alerta da indústria americana.

Para Quem Tem Pressa

O presidente da National Coffee Association (NCA), Bill Murray, disparou um alerta realista: a indústria dos EUA é totalmente dependente do café brasileiro. Sem o grão do Brasil, os blends americanos ficam inviáveis e os preços disparam para o consumidor final. O setor agora corre contra o tempo e contra as tarifas protecionistas de Donald Trump para garantir que o produto continue cruzando a fronteira sem pesar no bolso do trabalhador americano.

café brasileiro


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O produto do Brasil que os EUA admitem não viver sem

Se você acha que o amor do americano por cafeína é autossustentável, pense de novo. A maior economia do mundo está diante de um dilema matinal: ou abraça o café brasileiro, ou o café da manhã corporativo vai ficar caro demais para engolir.

Quem assina o aviso não é nenhum analista ufanista, mas sim Bill Murray, presidente da National Coffee Association (NCA) — a entidade máxima que reúne os importadores e a indústria dos Estados Unidos. Durante o Seminário Nacional do Café, em Santos (SP), Murray foi categórico ao afirmar que a sobrevivência do mercado deles depende diretamente do que é produzido nas lavouras do Brasil.


O “Tarifaço” de Trump e o Risco de Inflação na Xícara

Os americanos descobriram da pior maneira que taxar a maior potência cafeeira do mundo tem um preço alto. O comércio entre os dois países sofreu um solavanco após as políticas alfandegárias agressivas de Donald Trump. Para se ter uma ideia do tamanho do estrago, as exportações de café brasileiro para os EUA despencaram 41,46% no primeiro quadrimestre, fazendo o país perder a liderança do ranking de compradores temporariamente para a Alemanha.

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Atualmente, vigora uma tarifa global de 10% sobre as importações americanas que expira em julho. No entanto, Murray alertou que a Casa Branca já arquiteta novas manobras heterodoxas. “Trump vê as tarifas como arma”, pontuou o dirigente, indicando que a calmaria atual pode ser apenas o olho do furacão.


Por Que a Indústria Americana Precisa do Café Brasileiro?

Não se trata apenas de preferência pelo sabor, mas de pura matemática industrial. O café brasileiro entrega um combo que nenhuma outra nação consegue replicar em larga escala: altíssima qualidade e preço competitivo. Ele funciona como a base (o famoso blend) de quase tudo o que é bebido por lá.

Sem o grão do Brasil, os custos de produção disparam, alimentando a já persistente inflação americana. E o problema não mexe apenas com o café coado tradicional. O setor privado dos dois lados do Atlântico agora une forças para incluir o café solúvel na lista de exceções de tarifas.

Muitos americanos dependem do café solúvel por questões econômicas ou como insumo básico para a gigantesca indústria de bebidas prontas (ready-to-drink). Se o governo americano insistir em taxar o café brasileiro, o consumidor final simplesmente deixará de comprar.


Sustentabilidade Não É Mais Papo Furado: É Preciso Provar

A parceria entre a NCA e o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) conseguiu vitórias jurídicas importantes no passado, inclusive com a Suprema Corte dos EUA invalidando a primeira rodada de tarifas de Trump. Mas o cenário futuro exige novas estratégias.

Murray defendeu que o Brasil precisa focar em dados e estatísticas para educar o consumidor americano e combater a desinformação. No mercado atual, a pressão política nasce da pressão da opinião pública. “Não adianta apenas dizer que o café brasileiro é sustentável. Tem que provar”, alertou. O recado está dado: contra dados e grãos de qualidade, não há ideologia protecionista que resista por muito tempo.

Imagem principal: Meramente ilustrativa gerada por IA.


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