Indicador Cepea/Esalq do boi gordo fechou em R$ 369,90/@ à vista em 02/10/2026 — maior patamar nominal da história. Oferta curta e exportações sustentam alta. Confira cotações por estado.
PARA QUEM TEM PRESSA
- O Indicador Cepea/Esalq do boi gordo fechou a 02/10/2026 em R$ 369,90/@ à vista, alta de 0,93% no dia e 3,09% na semana
- É o maior valor nominal da série histórica iniciada em 1994
- Cotação a prazo registrou R$ 374,06/@, também com avanço de 0,93%
- Oferta restrita de animais terminados e escalas curtas de abate sustentam os preços
- Valores elevados disseminam-se por praças de SP, MS, MT, GO e PR
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Boi Gordo: R$ 369,90/@ é o Maior Valor da Série Histórica do Cepea desde 1994
O mercado físico do boi gordo registrou, na sexta-feira 2 de outubro de 2026, o maior patamar nominal da sua série histórica. O Indicador Cepea/Esalq, referência nacional calculado a partir de negócios no Estado de São Paulo, fechou a sessão em R$ 369,90 por arroba à vista, com valorização de 0,93% no dia e 3,09% no acumulado da semana. O valor supera todos os picos anteriores desde o início do levantamento, em 1994.
A cotação a prazo, também divulgada pelo Cepea, alcançou R$ 374,06/@, com idêntica variação diária de 0,93%. A trajetória de alta é sustentada pela menor disponibilidade de animais terminados e pela firmeza da demanda, tanto interna quanto externa.
Oferta reduzida impulsiona valorização
A escassez de boiadas prontas para abate é apontada como o principal motor da atual valorização. Conforme registrado pelo Cepea e por consultorias de mercado, as escalas de abate nos frigoríficos mantêm-se reduzidas, concentradas entre cinco e sete dias úteis, o que pressiona a indústria a pagar mais para recompor programações.
A menor oferta é estrutural: o ciclo pecuário brasileiro atravessa fase de menor disponibilidade de animais terminados, num contexto em que as exportações de carne bovina seguem em volumes elevados. No mercado futuro, os contratos reforçam a expectativa de preços firmes: o vencimento de outubro/2026 foi cotado a R$ 387,85/@ e o de novembro/2026 a R$ 395,80/@.
Cotações nas principais praças
O movimento de alta não se restringiu a São Paulo. Na semana de referência, 25 das 28 praças acompanhadas pelo Cepea apresentaram variação positiva nos preços — cerca de 90% do total. Os valores de referência nas principais regiões produtoras são apresentados abaixo:
| Estado / Praça | Preço à Vista (R$/@) | Data / Período | Fonte |
|---|---|---|---|
| São Paulo (Indicador Cepea) | 369,90 | 02/10/2026 | Cepea/Esalq |
| Mato Grosso do Sul (Dourados) | 358,00 | 02/10/2026 | Scot Consultoria |
| Mato Grosso (Cuiabá/Rondônia) | 341,62 | 05/10/2026 | Safras & Mercado |
| Goiás (Goiânia) | 343,50 | 02/10/2026 | Scot Consultoria |
| Paraná (Noroeste) | até 370,00* | Início de outubro/2026 | Mercado / levantamento de campo |
*Valor pontual registrado em negociação, não necessariamente média estadual.
A diferença entre a referência paulista e as praças do Centro-Oeste reflete a logística, o custo de transporte e a dinâmica regional de oferta e demanda. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, o valor à vista foi citado a R$ 358,00/@, mesmo abaixo da referência paulista, mas também em trajetória de alta semanal.
Impacto para produtores, indústria e exportação
O patamar recorde redefine as margens de confinadores e criadores que comercializam gado neste período, ao mesmo tempo que aumenta o custo da matéria-prima para os frigoríficos. Até o fechamento desta matéria, não havia confirmação generalizada de repasse integral dos aumentos ao atacado — embora sinais de pressão sobre os preços da carne tenham sido observados em regiões específicas.
Do lado externo, as exportações brasileiras de carne bovina seguem robustas, mesmo com restrições tarifárias impostas pela China a volumes acima da cota anual. A demanda externa continua absorvendo volume significativo da produção nacional, sustentando a competitividade dos preços no mercado doméstico.
Perspectiva de curto prazo
A combinação de oferta restrita, demanda firme e expectativa de reposição de programações de abate tende a manter os preços sustentados nos próximos dias. Entretanto, analistas alertam que a manutenção do patamar recorde depende da continuidade do atual equilíbrio entre disponibilidade de animais e ritmo de abate. Valores de mercado futuro não constituem garantia de preço físico.
Fontes
- Cepea/Esalq-USP — Indicador do boi gordo, fechamento 02/10/2026, valores à vista e a prazo, série histórica desde 1994 — https://www.cepea.esalq.usp.br/br/indicador/boi-gordo.aspx
- Scot Consultoria — Cotações por praça (Dourados/MS, Goiânia/GO, entre outras), 02/10/2026
- Safras & Mercado — Médias estaduais de preços, 05/10/2026
- Acrissul — Confirmação de recorde histórico do indicador, 05/10/2026 — https://www.acrissul.com.br/noticias/arroba-do-boi-gordo-atinge-maior-valor-da-serie-historica-do-cepea/28122/
- Jornal Campo Soberano — Valores à vista/a prazo e contratos futuros, 03/10/2026
- Agron — Dados de referência do mercado, 02/10/2026 — https://agron.com.br/boi-gordo-cepea-b3-369-90-futuro-387-85/
- Imagem principal: Depositphotos
