bois de corte
O preço do Boi China está em alta no Paraná, liderando o ranking nacional com R$306/@ (bruto). São Paulo segue logo atrás. Já estados como Rondônia e Pará – Redenção mostram valores bem abaixo da média. Confira agora os valores por estado, tendências e o que pode influenciar os próximos movimentos do mercado premium de exportação.
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Com o mercado internacional cada vez mais exigente e valorizando carne de qualidade, o preço do Boi China virou termômetro para a pecuária de elite no Brasil. Mas por que há tanta diferença entre os estados?
| UF | Preço Bruto | Preço Livre de Impostos |
|---|---|---|
| Paraná | 306,00 | 301,50 |
| São Paulo | 302,00 | 297,50 |
| Mato Grosso do Sul | 300,00 | 295,50 |
| Mato Grosso | 300,00 | 295,50 |
| Pará – Paragominas | 295,00 | 290,50 |
| Minas Gerais (exc. Sul) | 286,00 | 281,50 |
| Goiás | 285,00 | 280,50 |
| Pará – Redenção e Marabá | 283,00 | 279,00 |
| Espírito Santo | 280,00 | 276,00 |
| Tocantins | 280,00 | 276,00 |
| Rondônia | 265,00 | 261,00 |
Além da logística privilegiada e estrutura industrial robusta, o Paraná tem se destacado pelo controle sanitário e genética de ponta. A demanda de frigoríficos habilitados para exportação China também pressiona os preços para cima.
A variação entre o preço bruto e o livre de impostos mostra como a carga tributária influencia o valor final recebido pelo pecuarista. Em estados como Rondônia, o valor livre de impostos chega a ser 40 reais menor que o do Paraná, evidenciando desafios logísticos e tributários.
É o animal que cumpre exigências específicas para exportação à China: até 30 meses de idade, carcaça jovem, ausência de vacinação contra febre aftosa (em alguns casos) e rastreabilidade. O prêmio pago pelo Boi China é reflexo direto da valorização da carne brasileira no mercado asiático.
Segundo especialistas do setor, a tendência é de manutenção dos preços elevados nos estados com maior oferta de animais dentro do padrão China. No entanto, com o fim do segundo semestre, a concorrência internacional e as novas negociações com a China podem trazer ajustes — tanto para cima quanto para baixo.
Fique de olho: políticas sanitárias, rebanho habilitado e câmbio são os principais fatores que vão influenciar o comportamento do mercado.
Para produtores que desejam acessar esse mercado premium, investir em genética, nutrição e manejo adequado é essencial. Além disso, estar atento à documentação e requisitos dos frigoríficos exportadores pode garantir bônus significativos.
O preço do Boi China não é apenas um indicador econômico — ele reflete o nível de profissionalismo, infraestrutura e preparo sanitário de cada estado. Enquanto regiões como o Paraná colhem os frutos de uma cadeia produtiva bem estruturada, outras ainda enfrentam desafios logísticos, tributários e técnicos para alcançar o mesmo patamar.
Para o pecuarista, entender essas diferenças e se posicionar estrategicamente é fundamental. Investir em qualidade, rastreabilidade e atendimento às exigências do mercado externo pode ser o diferencial para conquistar melhores preços e maior rentabilidade. Afinal, no jogo da exportação, quem entrega excelência, lucra mais.
Fonte: CEPEA, IMEA, diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário. Imagem principal: Depositphotos.
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