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Boi Gordo: O Segredo por Trás da Queda nas Cotações e o Que Esperar

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A cotação do boi gordo caiu com pressão das indústrias e tarifas dos EUA. Veja os impactos e quando o mercado pode voltar a subir.

Para Quem Tem Pressa

A cotação do boi gordo começou a semana em queda, impactada por fatores como o recuo dos frigoríficos nas compras, a alta oferta de animais e a nova tarifa de 50% dos EUA sobre a carne bovina brasileira. A recuperação depende da retomada das exportações, queda na oferta e aumento do consumo interno. Até lá, o mercado segue pressionado, exigindo cautela do produtor.


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Situação Atual do Mercado do Boi Gordo

A semana começou com a cotação do boi gordo em queda na maioria das praças pecuárias do país. Os frigoríficos, com escalas confortáveis e menor apetite comprador, recuaram nas negociações. O clima de pressão se intensifica com a tarifa adicional de 50% imposta pelos EUA sobre a carne bovina brasileira, válida a partir de 1º de agosto.

Além da nova barreira tarifária, o mercado enfrenta um combo desafiador: consumo interno fraco, oferta elevada e exportações em pausa.

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Queda nas Cotações: Panorama por Praça

Levantamento da Scot Consultoria apontou que o boi gordo “comum” em São Paulo recuou para R$ 287/@, queda de R$ 3/@. O “boi-China” fechou em R$ 302/@, com baixa de R$ 2/@.

Outros estados também viram retração:

  • Goiás: R$ 277,04 (↓ R$ 1,71)
  • Minas Gerais: R$ 281,47 (↓ R$ 1,18)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 295,57 (estável)
  • Mato Grosso: R$ 295,14 (↓ R$ 0,47)

A entrada de animais de confinamento e contratos de parceria tem mantido a oferta elevada, enquanto as exportadoras recuam das compras.


Impacto Direto das Tarifas dos EUA

Os EUA são o segundo maior comprador de carne bovina brasileira. A imposição de uma tarifa de 50% torna o produto menos competitivo. Segundo Fernando Henrique Iglesias (Safras & Mercado), as indústrias já suspenderam remessas para os americanos — o que pode comprometer significativamente o escoamento do boi.


Escalas Alongadas: Conforto Para as Indústrias

Com menos vendas e mais boiadas disponíveis, as escalas de abate se alongaram para 9–10 dias úteis. Isso garante folga às indústrias, que agora compram de forma seletiva e com pressão sobre os preços. A balança pesa — e não é a do frigorífico.


Frango em Alta, Boi em Queda

O consumo interno está fraco, reflexo da segunda quinzena do mês e da concorrência da carne de frango — mais barata e com apelo ao bolso do consumidor.

  • Quarto traseiro: R$ 21,80/kg
  • Dianteiro: R$ 17,50/kg
  • Ponta de agulha: R$ 17,50/kg

Esse cenário limita a retomada do boi gordo mesmo no atacado.


Mercado Futuro e Indicadores

  • CEPEA: R$ 298,72/@ (queda semanal de 1,45%)
  • Agrifatto: R$ 298,68/@ (queda de 2,77%)
  • Datagro: R$ 299,05/@ (queda de 2,59%)
  • B3 (Set/25): R$ 308,25/@ (queda de 1,63%)

O humor do mercado é de cautela. E sem motivos para festa por enquanto.


Vai Subir? O Que Pode Mudar o Jogo

Enquanto as pressões externas e internas persistem, o boi gordo segue sob risco de novas quedas. Mas há esperança. Para uma virada de chave, são necessários:

Retomada das exportações (especialmente para os EUA)

Redução na oferta de animais terminados

Aquecimento no consumo interno, com possível reação no fim do mês


Conclusão: Hora de Estratégia, Não de Pressa

No momento, o boi gordo está sob pressão e o produtor precisa mais de atenção do que de reação. A recomendação é: acompanhe os movimentos, calibre o momento de venda, e mantenha a estratégia firme até sinais reais de reversão aparecerem no horizonte.


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