bicheira carnívora
A bicheira carnívora já infectou mais de 5 mil animais no México, avança rumo aos EUA e preocupa toda a cadeia da carne bovina. O prejuízo pode superar US$ 1,8 bilhão se atingir o Texas, maior produtor de gado norte-americano.
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A pecuária mexicana enfrenta um dos maiores surtos sanitários da última década: a bicheira carnívora. O parasita, conhecido por atacar tecidos vivos de animais de sangue quente, registrou alta de 53% em apenas um mês, ultrapassando 5 mil casos até agosto. A gravidade é tanta que já houve registros em humanos, incluindo a morte de uma idosa em Campeche.
A mosca Cochliomyia hominivorax deposita ovos em feridas abertas. As larvas eclodem e se alimentam do tecido vivo, ampliando as lesões e podendo levar o animal à morte em até 10 dias. Por isso, não à toa ganhou o apelido de “piranha voadora”.
Além dos bovinos, há registros em cavalos, cães, ovelhas e até em seres humanos. Essa versatilidade preocupa autoridades, pois acelera a expansão da praga.
O avanço da bicheira carnívora ameaça não só rebanhos, mas toda a cadeia da carne bovina. Estima-se que, se o parasita entrar no Texas, os prejuízos podem chegar a US$ 1,8 bilhão.
Além disso, a suspensão temporária das fronteiras entre México e EUA já pressiona confinadores e frigoríficos. A incerteza gera volatilidade no mercado e afeta exportadores.
“Um aumento de 50% em um mês mostra que o surto está longe de ser controlado”, alertou Neal Wilkins, CEO da East Foundation.
O governo dos EUA liberou US$ 680 milhões para intensificar a produção de moscas estéreis, método que já havia erradicado a praga nos anos 1960. No México, hospitais relatam dezenas de casos humanos tratados, e autoridades ampliam a vigilância em estados críticos como Campeche e Chiapas.
Para os produtores, a recomendação é reforçar o monitoramento dos animais, aplicar produtos antiparasitários e agir rapidamente diante de feridas suspeitas.
Embora mais rara em pessoas, a infestação não deve ser subestimada. Em áreas afetadas, recomenda-se:
Mesmo distante, o Brasil observa com cautela. O país, maior exportador global de carne bovina, poderia sofrer impactos econômicos e sanitários graves caso o parasita avance pela América do Sul. A intensificação de barreiras sanitárias e programas de prevenção será decisiva para proteger o rebanho nacional.
O surto de bicheira carnívora no México não é apenas um problema sanitário localizado — é um alerta global para a pecuária moderna. Com mais de 5 mil casos confirmados em animais, aumento de 53% em apenas um mês e registros inclusive em humanos, a praga evidencia como doenças parasitárias podem se expandir rapidamente em cenários de clima extremo, fronteiras vulneráveis e manejo inadequado.
Os impactos vão muito além das fazendas afetadas. A ameaça de um prejuízo bilionário nos Estados Unidos e a pressão sobre a cadeia da carne bovina mostram que a crise não respeita fronteiras econômicas. Confinadores, frigoríficos e exportadores já sentem os efeitos da instabilidade, e a possibilidade de fechamento de mercados internacionais é um risco real.
Do ponto de vista da saúde pública, o avanço do parasita também reforça a necessidade de medidas educativas e preventivas. A infestação em humanos, embora rara, traz riscos adicionais em comunidades vulneráveis, onde o acesso a cuidados médicos é limitado.
Nesse cenário, a cooperação internacional se torna indispensável. O investimento dos EUA na produção de moscas estéreis, aliado às ações de vigilância do México, é um passo importante, mas insuficiente se não houver integração com outros países da América Latina. O Brasil, maior exportador global de carne bovina, precisa reforçar protocolos de biossegurança e barreiras sanitárias, pois qualquer entrada da praga no território nacional teria consequências econômicas e políticas imediatas.
Em resumo, a bicheira carnívora simboliza um desafio multifacetado: ameaça a saúde animal, coloca vidas humanas em risco e pode desestabilizar uma das cadeias produtivas mais relevantes do planeta. Enfrentar essa crise exige ação rápida, investimento em tecnologia de controle, conscientização de produtores e articulação conjunta entre governos. O tempo é curto, e a prevenção é, sem dúvida, a estratégia mais barata e eficaz diante de um inimigo que não conhece fronteiras.
Imagem principal: Depositphotos.
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