Agricultores temem anomalia da soja

Agricultores do Mato Grosso temem que anomalia da soja ameace safra 2022/23.

Veja também: Anomalia da soja pode ser determinada por questões genéticas

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Preocupação é grande no médio-norte do estado, onde no último ciclo, produtores registraram muitas perdas causadas pelo “apodrecimento” dos grãos ainda verdes.

O apodrecimento de grãos de soja é um problema que vem ocorrendo há três safras em Mato Grosso. Especialmente na região médio-norte, onde foram vários os casos registrados na última temporada. Com o início de mais um ciclo, a apreensão com a “anomalia” é grande. O assunto foi tema do episódio 52 do Patrulheiro Agro.

Mesmo realizando uma aplicação de fungicidas mais robusta, agricultores revelam ver os grãos apodrecerem da mesma forma. É o caso do produtor Tiago Strapasson, no município de Vera.

“Isso compromete o trato cultural onde a planta está acamada. O fungicida já não trabalha direito, porque ela (planta) está muito em contato com o solo e está muito adensada”, afirma.

Strapasson comenta que 70% da área foi atingida com a anomalia no último ciclo. “Temos risco pela frente de repetir a cena da safra passada”.

De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Lucas do Rio Verde, Marcelo Lupatini, cerca de 40% das propriedades foram atingidas e tiveram perdas. “Uma base de cinco sacas por hectare”, destaca o presidente do sindicato.

Casos em Ipiranga do Norte preocupam

Em Ipiranga do Norte a anomalia causou impactos negativos nas lavouras do Valcir Batista Gueno. A perda média por hectare, segundo ele, foi de oito sacas nos 2,6 mil hectares cultivados.

“Nos últimos três anos, esse foi o pior ano que nós tivemos. Consequência dessa anomalia que trouxe um prejuízo e quebra muito grande”, diz Gueno.

A falta de respostas definitivas sobre os motivos desse problema deixa os agricultores ainda mais apreensivos. “É uma preocupação que já começa agora até implantarmos outra safra”, finaliza Gueno.

Imagem principal: Depositphotos.

POR: ANA MOURA E PEDRO SILVESTRE, DE CUIABÁ (MT) CANAL RURAL MT.

Douglas Carreson

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