zebras e cavalos
Se você sempre se perguntou por que não montamos nas zebras, a resposta envolve biologia, comportamento e muita história evolutiva. Diferente de cavalos e burros, as zebras possuem temperamento extremamente reativo, estrutura social pouco cooperativa e uma evolução marcada pelo enfrentamento de predadores, o que as tornou altamente desconfiadas e difíceis de domesticar. Neste artigo, você entende por que esses equídeos nunca se tornaram animais de sela — e por que não será tão cedo que veremos alguém passeando numa zebra por aí.
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O reino animal está repleto de dúvidas genuínas que despertam curiosidade — e algumas delas parecem quase filosóficas. Entre tantas questões, uma delas sempre volta à tona: se conseguimos montar em cavalos e burros, por que não montamos nas zebras? Afinal, são parentes próximos, pertencem ao mesmo gênero Equus e dividem semelhanças anatômicas. Ainda assim, enquanto uns puxam carroças e participam de competições esportivas, as outras seguem firmes, listradas e completamente selvagens.
Para entender esse mistério, precisamos olhar para a história da domesticação, para a biologia das espécies e, claro, para o temperamento nada amigável das zebras — um combo que torna quase impossível convencê-las a cooperar com humanos sem virar notícia policial.
A domesticação dos cavalos não aconteceu por acaso. Pesquisas genéticas publicadas na Nature em 2021 analisaram centenas de genomas antigos e mostraram que tudo começou nas estepes pôntico-caspianas, entre o Mar Negro e o Cáspio, entre 3.500 e 2.300 a.C.. A relação se intensificou a ponto de transformar o cavalo no grande motor da expansão cultural, militar e comercial entre Europa e Ásia.
Em 2024, outro estudo da Nature reforçou a cronologia e destacou que por volta de 2.200 a.C., os cavalos já estavam amplamente espalhados pela Eurásia, acelerando deslocamentos e revolucionando o mundo antigo. Eles se tornaram fundamentais não só como montaria, mas como elemento estratégico para exércitos, impérios e rotas comerciais.
Os burros trilharam seu próprio caminho. Pesquisas de 2022, publicadas na Current Biology e na Science, apontam que sua domesticação começou há aproximadamente 5.000 anos, no nordeste da África. Seu valor se destacou especialmente em regiões semiáridas e rotas de longa distância — afinal, poucas espécies conseguem carregar tanta carga com tão pouca água.
Assim como os cavalos, os burros se expandiram pela Ásia, Oriente Médio e norte da África, tornando-se essenciais em diversas sociedades humanas.
Segundo um estudo de 2025 na PNAS, a domesticação depende de fatores biológicos e comportamentais. Espécies domesticáveis tendem a:
Pesquisas publicadas entre 2023 e 2024 mostraram que cavalos possuem estruturas sociais estáveis e interações afiliativas. Burros, por sua vez, demonstram comportamentos pacíficos e cooperativos, favorecendo relações de confiança com humanos ao longo de gerações.
E as zebras? Bem… aí a história muda de figura.
Aqui está o ponto central — e não é apenas uma questão de vontade. As zebras são equídeos, sim, mas compartilham muito pouco das características que facilitaram a domesticação de seus primos.
Se a palavra-chave para domesticação é “cooperação”, as zebras são o exato oposto.
Elas foram moldadas pela evolução para reagir rapidamente a predadores como leões e hienas. Resultado? Animais extremamente alertas, desconfiados e reativos. Um estudo publicado em 2024 analisou a relação entre comportamento e presença humana e concluiu que as zebras apresentam respostas emocionais muito mais intensas do que cavalos e burros.
Outro levantamento — A Narrative Review on the Stereo Behaviours of Zebras (2022) — reforçou que elas exibem padrões como:
E, sendo sinceros, nenhum processo de domesticação funciona com um animal que te morde primeiro e pergunta depois.
Além da personalidade “forte”, as zebras têm características morfológicas que complicam ainda mais seu uso como montaria. Segundo um artigo de 2022 na Research Starters, essas diferenças incluem:
Nada disso inviabiliza totalmente montar em uma zebra, mas torna o processo instável e imprevisível — algo nada ideal quando você prefere não virar meme caindo de um animal listrado no meio da savana.
Mesmo após milênios vivendo próximas de sociedades africanas, as zebras nunca desenvolveram um relacionamento de cooperação com humanos. A domesticação exige convivência prolongada e seleção de indivíduos menos agressivos ao longo das gerações — algo que simplesmente não ocorreu com elas.
Há registros curiosos, como o de Walter Rothschild no século XIX, que chegou a treinar zebras para puxar carruagens em Londres. Apesar do marketing incrível, as zebras continuaram imprevisíveis e pouco confiáveis. O projeto morreu ali mesmo — e com razão.
Em resumo, por que não montamos nas zebras? Porque elas não foram moldadas pela evolução — nem pela convivência humana — para isso. Seu comportamento altamente reativo, combinado com diferenças físicas e ausência de ligação social com humanos, as tornam animais lindos, fascinantes… e totalmente inadequados para servir como montaria.
Afinal, algumas espécies simplesmente nasceram para correr livres, selvagens e listradas.
Imagem principal: Depositphotos.
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