Zamioculca: o momento certo para trocar de vaso e estimular o crescimento
Poucas plantas despertam tanta curiosidade quanto a Zamioculca. Ela parece indestrutível — aguenta falta de luz, períodos longos sem rega e até certo descuido. Mas há um detalhe que muitos ignoram: o momento de trocar o vaso. Esse simples gesto pode transformar uma muda estagnada em uma planta exuberante, cheia de folhas brilhantes e novas brotações. Saber a hora certa de fazer isso é o divisor entre uma Zamioculca parada e outra que cresce com vigor.
Quando a Zamioculca pede um novo espaço
A Zamioculca dá sinais claros de que chegou a hora de trocar de vaso. Um dos mais evidentes é quando as raízes começam a se enroscar e pressionar o fundo do recipiente, empurrando o substrato para cima. Outro indício é o crescimento lento: se ela passa meses sem novas folhas, é provável que esteja “apertada”.
O ideal é observar o ritmo natural da planta. Em média, o replantio deve ocorrer a cada dois anos, mas em locais quentes e úmidos, esse intervalo pode ser menor. Durante esse processo, o cuidado mais importante é escolher um vaso apenas um número maior que o atual — exagerar no tamanho pode causar acúmulo de água e apodrecimento das raízes, já que o solo leva mais tempo para secar.
O segredo está em equilibrar espaço e drenagem. A Zamioculca cresce por rizomas, estruturas que armazenam água e nutrientes. Se o vaso for muito grande, a umidade constante prejudica esses órgãos. Por isso, vasos de barro, com furos no fundo, são a melhor opção.
Como preparar o substrato ideal para o replantio
Trocar o vaso da Zamioculca é também uma oportunidade de renovar o substrato. Esqueça a terra pesada de jardim: o que ela realmente precisa é de leveza e boa drenagem. Uma mistura eficiente é composta por partes iguais de terra vegetal, areia grossa e casca de pinus triturada. Esse trio garante oxigenação às raízes e evita o excesso de água.
Antes de replantar, retire com cuidado a planta do vaso antigo. Se as raízes estiverem muito compactadas, solte-as levemente com as mãos. Corte partes apodrecidas com uma tesoura esterilizada e polvilhe canela em pó para evitar fungos.
O momento ideal para esse processo é durante a primavera, quando a planta está mais ativa. Após o replantio, evite adubar por duas semanas — é o tempo necessário para que ela se adapte ao novo ambiente e volte a crescer naturalmente.
Dicas de manutenção após a troca
Após trocar o vaso, a Zamioculca precisa de um período de adaptação. Evite deixá-la sob sol direto nos primeiros dias, pois as raízes ainda estarão sensíveis. O local ideal é iluminado, mas com luz filtrada.
A rega também merece atenção. Como os rizomas retêm bastante água, o excesso pode ser fatal. Regue apenas quando o substrato estiver completamente seco, testando com o dedo ou um palito de madeira. Se houver umidade, espere mais alguns dias.
Para estimular o crescimento, use um fertilizante líquido equilibrado (como NPK 10-10-10) diluído a cada 30 dias. Mas lembre-se: exagerar na adubação é tão prejudicial quanto deixar faltar. A Zamioculca prefere um cuidado sutil, quase intuitivo — menos é mais.
Erros que impedem o crescimento saudável
Mesmo plantas resistentes têm seus limites. Um dos erros mais comuns é replantar fora de época, especialmente no inverno, quando a Zamioculca está em repouso. Nessa fase, o metabolismo desacelera, e o estresse do replantio pode fazer as folhas amarelarem ou caírem.
Outro erro é usar vasos sem drenagem. Mesmo pequenas quantidades de água acumuladas por dias podem causar podridão nas raízes. E há ainda quem tente “acelerar” o crescimento com doses excessivas de adubo — o resultado costuma ser o oposto: queima das raízes e paralisação do desenvolvimento.
Se quiser uma planta mais vistosa, o segredo está na constância: regas moderadas, luz suave e paciência. A Zamioculca é lenta por natureza, mas quando encontra o ambiente ideal, surpreende com brotos vigorosos e folhas espessas.
Trocar o vaso da Zamioculca não é apenas uma questão estética — é um ritual de renovação. É como oferecer um novo lar para que ela continue crescendo em plenitude. Quando cuidada no tempo certo e com o substrato adequado, essa planta transforma qualquer canto da casa em um pequeno oásis verde, lembrando que a paciência é, sim, o maior adubo da natureza.
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