Descubra por que a zamioculca gosta tanto de borra de café

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A cena é comum: você termina o café da manhã, joga fora a borra e nem imagina que está desperdiçando um dos melhores presentes para as plantas. Pois saiba que, entre todas as que amam esse “restinho”, a zamioculca ocupa um lugar de destaque. Essa planta robusta, de folhas brilhantes e fama de resistente, responde incrivelmente bem à adição de borra de café no substrato — mas, como tudo na jardinagem, há segredos por trás dessa afinidade.

Por que a zamioculca se dá bem com a borra de café

A borra de café é rica em nitrogênio, um nutriente essencial para o crescimento foliar. A zamioculca, por sua vez, é uma planta de crescimento lento que prioriza folhas vistosas e espessas, com estrutura forte. Ao aplicar a borra em doses equilibradas, você estimula exatamente essa característica.

Mas não é só isso. A textura da borra contribui para melhorar a estrutura do solo, especialmente quando misturada com substratos mais arenosos. Como a zamioculca gosta de substratos bem drenados, essa leve incorporação ajuda a manter a umidade controlada, evitando encharcamentos que causariam apodrecimento dos rizomas.

Atenção às quantidades: tudo demais vira veneno

Aqui vai um alerta que vale ouro: não é porque a planta gosta de borra de café que você deve aplicar indiscriminadamente. Quando em excesso, o material pode compactar o solo e dificultar a aeração, causando o efeito oposto ao desejado.

O ideal é secar a borra ao sol por dois dias e, depois, aplicar uma colher de sopa bem rasa por vaso médio, apenas uma vez a cada 15 dias. Essa frequência é suficiente para nutrir a planta sem comprometer o substrato.

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O papel da acidez da borra e o equilíbrio do pH

Outro fator que aproxima a zamioculca da borra de café é a tolerância da planta a solos levemente ácidos. A borra tende a ter um pH entre 6 e 6,5, o que a torna suave o suficiente para não acidificar demais o substrato.

Essa ligeira acidez ajuda inclusive na absorção de micronutrientes como ferro e manganês, que são importantes para manter as folhas com aquela coloração verde profunda e brilho característico. É como se a borra criasse um “ambiente ideal” para que a zamioculca brilhe ainda mais.

Como aplicar corretamente: passo a passo prático

  1. Espalhe a borra seca sobre o substrato superficial.
  2. Misture levemente com os dedos ou com uma pazinha, sem enterrar demais.
  3. Regue normalmente após a aplicação.
  4. Aguarde ao menos 15 dias para repetir o processo.

Se preferir, você também pode misturar a borra seca ao composto orgânico usado como adubo, criando uma receita mais rica e segura para a planta.

Borra como repelente natural e aliada contra fungos

Outro bônus: a borra de café tem efeito levemente repelente contra pragas como lesmas, formigas e até algumas cochonilhas. Além disso, seu uso esporádico ajuda a manter a superfície do solo mais seca, dificultando o aparecimento de fungos que adoram ambientes úmidos.

Essa é uma vantagem especialmente útil para a zamioculca, que costuma sofrer com fungos quando o substrato fica encharcado ou quando há excesso de matéria orgânica em decomposição.

O que NÃO fazer com a borra de café

Apesar dos benefícios, há práticas que devem ser evitadas a todo custo. Nunca aplique a borra úmida diretamente no substrato, pois isso favorece a proliferação de fungos e pode atrair mosquinhas. Também não use como cobertura única do solo: isso cria uma “crosta” impermeável que dificulta a entrada de água e oxigênio.

Outro erro comum é usar borra diariamente, como se fosse um fertilizante de uso contínuo. A zamioculca é minimalista por natureza e responde melhor a poucos estímulos bem aplicados.

A zamioculca te mostra quando está feliz

Se a sua zamioculca começa a produzir novas hastes grossas, folhas intensamente verdes e com brilho natural, é sinal de que ela está recebendo o que precisa. A adição de borra de café tende a acelerar esse processo — desde que feita com parcimônia.

E vale lembrar: a planta também precisa de boa luz indireta, pouca rega e um ambiente estável. A borra é uma aliada, não uma solução mágica.

Um cuidado simples que se transforma em ritual

Incorporar o hábito de reaproveitar a borra de café na sua rotina de cuidados com a zamioculca pode virar um pequeno ritual prazeroso. É um gesto de sustentabilidade, carinho com a planta e até uma forma de economizar com adubos comerciais.

No fim, é a combinação de pequenos gestos bem executados que transforma uma planta comum em um verdadeiro espetáculo dentro de casa. E agora você já sabe: a borra de café, quando usada com consciência, pode ser a faísca que faltava para a sua zamioculca crescer com ainda mais vigor.

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