| | |

Frio não é o maior desafio das vacas Holandesas no RS

Compartilhar

Vacas Holandesas toleram baixas temperaturas, mas a umidade do inverno gaúcho aumenta riscos de mastite, problemas nos cascos e doenças respiratórias.

Para Quem Tem Pressa

As Vacas Holandesas no inverno gaúcho apresentam boa tolerância ao frio e podem manter altos níveis de produção leiteira mesmo durante os períodos mais gelados do ano. No entanto, a combinação de baixas temperaturas, vento e umidade exige atenção dos produtores. Áreas secas, proteção contra correntes de ar, manejo sanitário eficiente e cuidados especiais com as terneiras ajudam a prevenir mastite, problemas nos cascos e doenças respiratórias, reduzindo prejuízos e preservando o desempenho do rebanho.

Vacas Holandesas


Facebook Portal Agron, nosso canal do Whatsapp Portal Agron, o Grupo do Whatsapp Portal Agron, e Telegram Portal Agron mantém você atualizado com as melhores matérias sobre o agronegócio brasileiro.

Acompanhe as cotações de soja, milho, boi gordo, vaca gorda, novilha gorda e boi China


Umidade é o principal desafio para vacas Holandesas no inverno gaúcho

As Vacas Holandesas no inverno gaúcho costumam enfrentar condições climáticas que exigem manejo mais criterioso por parte dos produtores. Embora a raça seja reconhecida pela excelente adaptação às baixas temperaturas, o período de inverno no Rio Grande do Sul apresenta características que vão além do frio.

A combinação de chuva frequente, vento e elevada umidade cria um ambiente propício ao surgimento de diversos problemas sanitários. Por isso, especialistas alertam que os cuidados durante esta época do ano devem ser intensificados para garantir o bem-estar animal e a manutenção da produtividade leiteira.

De acordo com a superintendente técnica substituta da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Maíza Scheleski, as baixas temperaturas, isoladamente, não representam uma ameaça significativa para a produção.

“As vacas leiteiras da raça Holandesa toleram muito bem o frio, que pode até favorecer a produção. O grande desafio dessa época é justamente a combinação de frio, vento e umidade, muito comum no nosso Estado”, destaca a especialista.


Áreas secas ajudam a preservar a saúde do rebanho

Um dos principais cuidados com as Vacas Holandesas no inverno gaúcho envolve a disponibilização de locais secos e protegidos para permanência dos animais.

Após períodos de chuva, o excesso de barro pode comprometer o conforto e favorecer a disseminação de doenças. Além de prejudicar o deslocamento dos animais, ambientes constantemente úmidos criam condições favoráveis para problemas sanitários que impactam diretamente os resultados da atividade leiteira.

Risco de mastite aumenta com excesso de umidade

Entre os problemas mais comuns durante o inverno está a mastite, uma das enfermidades que mais causam prejuízos econômicos na pecuária leiteira.

Segundo Maíza Scheleski, o excesso de umidade representa um fator de risco importante para a saúde da glândula mamária.

“É importante garantir que os animais tenham acesso a áreas secas e protegidas, principalmente após períodos de chuva. O excesso de barro e umidade aumenta o risco de problemas nos cascos, além de favorecer a ocorrência de mastite”, explica.

Por esse motivo, produtores devem monitorar constantemente as condições das áreas de descanso, dos corredores de circulação e dos ambientes de ordenha.


Cascos também merecem atenção especial

Outro ponto fundamental para o sucesso do manejo das Vacas Holandesas no inverno gaúcho está relacionado à saúde dos cascos.

A permanência prolongada em locais úmidos favorece lesões e enfermidades podais que podem comprometer o deslocamento dos animais, reduzir o consumo de alimento e impactar negativamente a produção de leite.

Quando o barro se torna constante nas instalações, aumentam os riscos de inflamações e infecções. Por isso, a manutenção de áreas drenadas e limpas deve fazer parte da rotina das propriedades leiteiras durante os meses mais frios.


Terneiras exigem cuidados redobrados no inverno

As categorias jovens estão entre as mais sensíveis às condições climáticas típicas da estação. Por isso, o manejo das terneiras merece atenção especial.

Nas Vacas Holandesas no inverno gaúcho, a fase inicial de criação exige instalações adequadas para minimizar os impactos das baixas temperaturas e da umidade excessiva.

Como reduzir problemas respiratórios

As doenças respiratórias figuram entre os principais desafios sanitários das terneiras durante o inverno.

De acordo com Maíza Scheleski, a prevenção começa pela qualidade das instalações.

“Instalações limpas, secas, protegidas do vento e com boa cama ajudam a reduzir os problemas respiratórios, muito comuns nessa época do ano”, afirma.

Além disso, a renovação adequada do ar, sem exposição direta a correntes de vento, contribui para criar um ambiente mais saudável para os animais jovens.


Nutrição, conforto e sanidade sustentam a produtividade

O desempenho das Vacas Holandesas no inverno gaúcho não depende apenas da proteção contra as condições climáticas.

Fatores como alimentação equilibrada, acompanhamento sanitário e conforto animal continuam sendo determinantes para os resultados da propriedade. Durante o inverno, a demanda energética dos animais pode aumentar, tornando ainda mais importante o planejamento nutricional.

Quando o produtor combina boas práticas de manejo, atenção à saúde do rebanho e instalações adequadas, os riscos associados à estação diminuem significativamente.


Manejo adequado reduz prejuízos no período mais frio

Mesmo diante das condições típicas do inverno gaúcho, a raça Holandesa mantém sua capacidade produtiva quando recebe os cuidados necessários.

As Vacas Holandesas no inverno gaúcho demonstram excelente adaptação ao frio, mas dependem de ambientes secos, proteção contra vento, monitoramento sanitário e manejo nutricional eficiente para expressar todo seu potencial produtivo.

Conforme reforça Maíza Scheleski, a combinação de atenção à nutrição, conforto e sanidade permite que os produtores atravessem a estação com maior segurança, preservando o bem-estar dos animais e os resultados da atividade leiteira.

Imagem principal: Depositphotos.


Compartilhar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *