Preço da arroba da vaca gorda: Veja onde está batendo recorde hoje
O preço da arroba da vaca gorda varia entre regiões do Brasil e surpreende com diferenças marcantes. Descubra onde a pecuária é mais valorizada.
Para Quem Tem Pressa
O preço da arroba da vaca gorda segue em movimento no Brasil, com valores que chegam a R$ 288,50 à vista em MS (Dourados) e recuam para apenas R$ 217,00 no Acre. As diferenças regionais chamam a atenção e impactam diretamente produtores, frigoríficos e investidores do agronegócio.
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Panorama Nacional
O preço da arroba da vaca gorda é um dos indicadores mais acompanhados pelos pecuaristas e pelo mercado financeiro. A variação diária reflete oferta, demanda, custos de produção, exportações e até o humor do clima.
Em estados como Mato Grosso do Sul, os valores chegam a R$ 288,50, puxados pela forte demanda de frigoríficos exportadores. Já no Acre, a mesma arroba é negociada por R$ 217,00, evidenciando a discrepância entre regiões.
| Região | Preço à vista | Preço a prazo |
|---|---|---|
| SP Barretos | 278,50 | 282,00 |
| SP Araçatuba | 278,50 | 282,00 |
| MG Triângulo | 264,50 | 268,00 |
| MG B.Horizonte | 276,50 | 280,00 |
| MG Norte | 266,50 | 270,00 |
| MG Sul | 266,50 | 270,00 |
| GO Goiânia | 268,50 | 272,00 |
| GO Reg. Sul | 271,50 | 275,00 |
| MS Dourados | 288,50 | 292,00 |
| MS C. Grande | 283,50 | 287,00 |
| MS Três Lagoas | 281,50 | 285,00 |
| RS Oeste (kg) | 9,15 | 9,25 |
| RS Pelotas (kg) | 9,15 | 9,25 |
| BA Sul | 251,50 | 255,00 |
| BA Oeste | 253,50 | 257,00 |
| MT Norte | 273,50 | 277,00 |
| MT Sudoeste | 266,50 | 270,00 |
| MT Cuiabá | 266,50 | 270,00 |
| MT Sudeste | 271,50 | 275,00 |
| PR Noroeste | 278,50 | 282,00 |
| SC | 281,50 | 285,00 |
| MA Oeste | 242,00 | 245,00 |
| Alagoas | 276,50 | 280,00 |
| PA Marabá | 251,50 | 255,00 |
| PA Redenção | 251,50 | 255,00 |
| PA Paragominas | 258,50 | 262,00 |
| RO Sudeste | 244,00 | 247,00 |
| TO Sul | 258,50 | 262,00 |
| TO Norte | 258,50 | 262,00 |
| Acre | 217,00 | 220,00 |
| ES | 251,50 | 255,00 |
| RJ | 271,50 | 275,00 |
O Que Explica a Diferença?
- Exportação: Regiões próximas de frigoríficos habilitados para China têm vantagem.
- Logística: Transporte até portos encarece em áreas mais isoladas.
- Oferta de pasto: A seca ou excesso de chuvas pode alterar o peso do gado.
- Custo de produção: Alimentação e mão de obra variam conforme o estado.
Ou seja, não é apenas a vaca que engorda ou emagrece: a planilha do produtor também.
Perspectivas para o Mercado
Analistas apontam que o preço da arroba da vaca gorda deve se manter firme em estados exportadores, enquanto regiões de consumo interno podem enfrentar oscilações maiores.
Com a volta gradual da demanda chinesa e o dólar oscilando, o produtor precisa acompanhar o mercado quase como quem segue novela das nove: um capítulo novo todo dia.
Conclusão
- Nível geral de preços: a média à vista nas regiões cotadas por arroba ficou em R$ 264,95/@ (mediana R$ 266,50/@). A maior cotação foi em MS – Dourados (R$ 288,50/@) e a menor no Acre (R$ 217,00/@). A amplitude entre extremos é de R$ 71,50/@, algo como ~27% da média — um diferencial relevante para planejamento comercial e frete.
- Pagamento a prazo: o ágio do preço a prazo sobre o à vista é estável, com média de R$ 3,45/@ (variando de R$ 3,00 a R$ 3,50). Em outras palavras, vender a prazo tende a render algo próximo de +R$ 3,50/@, o que ajuda na decisão entre fluxo de caixa imediato vs. leve ganho financeiro.
- Quem puxa o topo: o Centro-Oeste, especialmente Mato Grosso do Sul, lidera as cotações (MS Dourados 288,50; MS Campo Grande 283,50; MS Três Lagoas 281,50). SC (281,50) e SP (278,50) também aparecem entre os maiores preços. Isso costuma refletir proximidade de frigoríficos exportadores, escala e logística mais favorável.
- Onde os preços cedem: Norte e Nordeste concentram os menores valores (Acre 217,00; MA Oeste 242,00; RO Sudeste 244,00; BA Sul e PA Marabá 251,50). Em geral, pesam logística mais longa, menor participação de plantas habilitadas para exportação e oferta local.
- MG, GO e MT ficam na “faixa média” (MG 266,50–276,50; GO 268,50–271,50; MT 266,50–273,50). São valores próximos da média nacional, com variações internas por competição entre plantas, frete e oferta de boiada pronta.
- Nota importante sobre o RS: as cotações do Rio Grande do Sul vieram por quilo (R$/kg) (9,15–9,25/kg), diferente das demais regiões (R$/arroba). Não é comparável diretamente. Se você multiplicar por 15 apenas para ter uma referência de “arroba viva”, dá cerca de R$ 137–139/@, valor que sugere metodologia/base diferente das demais praças (ex.: kg vivo vs. arroba negociada em outros estados, rendimento de carcaça, etc.). Para comparação correta, é preciso alinhar a unidade e considerar rendimento.
O que isso tudo indica, na prática?
- Estratégia de venda: quem está em MS, SC e SP tende a capturar melhor preço. Em regiões com preço menor, vale avaliar frete para outras praças, parcerias com frigoríficos e timing (vender agora vs. segurar mais dias na terminação, se o custo permitir).
- Fluxo de caixa vs. preço: o prazo adiciona pouco ganho nominal (~R$ 3,45/@), então a decisão deve considerar necessidade de caixa, custo financeiro e risco de inadimplência.
- Gestão de risco: com amplitude de ~27% entre extremos, faz sentido acompanhar mercado diariamente e, se couber, travar parte da produção (contratos/mercados futuros) quando a praça local estiver bem posicionada.
- Atenção à unidade no RS: padronize a unidade antes de comparar; sem isso, decisões podem sair enviesadas.
Disclaimer
Este artigo é de caráter informativo e opinativo, com dados e cotações referentes ao dia 19 de agosto de 2025. As informações podem conter imprecisões, sendo sua utilização de responsabilidade exclusiva do leitor. O conteúdo não constitui recomendação de investimento, orientação financeira, consultoria jurídica ou aconselhamento comercial. Decisões devem considerar as particularidades de cada operação, os regulamentos aplicáveis e, quando necessário, o apoio de profissionais habilitados. Os autores e o site não se responsabilizam por decisões tomadas com base neste material.
Fonte: CEPEA, IMEA, diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário. Imagem principal: Depositphotos.

