Safra de milho
O USDA safra milho trouxe um choque ao mercado: produção recorde nos EUA acima de 425 milhões de toneladas, estoques robustos e impacto direto nos preços. Já a soja, ao contrário, teve cortes na produção e na oferta, criando um contraste que mexe com traders e produtores no mundo todo.
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O relatório de oferta e demanda do USDA, divulgado em 12 de agosto, virou o jogo para o mercado de grãos. Enquanto o consenso esperava um aumento moderado na soja, veio exatamente o oposto: corte na produção norte-americana. Já no milho, a alta foi tão agressiva que quebrou recordes históricos.
O USDA safra milho revisou a produção de 398,93 para 425,26 milhões de toneladas — um ganho de 26,33 milhões em apenas um relatório. A produtividade subiu de 189,35 para 197,51 sacas por hectare, e as áreas plantada e colhida também cresceram, totalizando 97,3 e 88,7 milhões de acres, respectivamente.
Estoques finais dos EUA saltaram para 53,77 milhões de toneladas, bem acima das projeções, e as exportações previstas subiram de 67,95 para 73,03 milhões de toneladas.
A revisão nos EUA puxou a safra mundial para 1,288 bilhão de toneladas, frente aos 1,263 bilhão anteriores. Estoques globais passaram de 272,08 para 282,54 milhões de toneladas.
Brasil: 131 milhões de t, exportações de 43 milhões
Argentina: 53 milhões de t, exportações de 37 milhões
Ucrânia: 32 milhões de t, exportações de 25,5 milhões
A produção caiu de 117,98 para 116,81 milhões de toneladas, apesar da produtividade subir para 60,08 sacas/ha. A área plantada foi reduzida para 80,9 milhões de acres e a colhida para 80,1 milhões.
Estoques finais caíram para 7,89 milhões de toneladas, e as exportações recuaram para 46,4 milhões.
A produção global caiu para 426,39 milhões de toneladas, com estoques finais passando de 126,07 para 124,9 milhões.
Brasil: produção mantida em 175 milhões, exportações de 112 milhões
Argentina: 48,5 milhões de t, exportações de 5,8 milhões
China: produção de 21 milhões, importações de 112 milhões
O contraste é evidente: milho em abundância pressiona preços no curto prazo, enquanto a soja mantém viés altista moderado devido ao corte de estoques. Para o produtor e para o trader, o relatório reforça a necessidade de atenção ao clima e ao ritmo de exportações nos próximos meses.
O relatório do USDA safra milho confirma um cenário de forte abundância para o milho e de leve aperto para a soja, criando dinâmicas de mercado distintas. No caso do milho, a produção recorde nos EUA — impulsionada por ganhos expressivos de produtividade e aumento de área — fortalece a oferta global, amplia os estoques e tende a manter os preços sob pressão no curto prazo.
Já a soja, mesmo com produtividade ajustada para cima, viu cortes na área plantada e nos estoques, sinalizando um mercado mais sensível a qualquer mudança climática ou variação na demanda. Para produtores, traders e indústrias, o recado é claro: o milho exigirá estratégias defensivas para lidar com preços mais baixos, enquanto a soja oferece espaço para movimentos de valorização, especialmente se houver fatores de risco no clima ou surpresas na demanda internacional.
Imagem principal: Depositphotos.
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