fazenda
A regularização de terras na faixa de fronteira acaba de ganhar prazo estendido até 2030, livrando milhares de produtores do risco de perder suas propriedades para a União. Quem tem áreas acima de 15 módulos fiscais precisa correr para confirmar seus registros e garantir segurança jurídica. Entenda como isso impacta agricultores e pecuaristas, especialmente em Mato Grosso do Sul, e o que fazer para não ficar na ilegalidade — e nem no prejuízo.
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O Senado aprovou, em decisão crucial, a prorrogação do prazo para a regularização de terras na faixa de fronteira. Antes previsto para acabar em 2025, agora o limite passa para outubro de 2030. A mudança envolve diretamente cerca de 32 mil propriedades somente em Mato Grosso do Sul.
A faixa de fronteira abrange 150 quilômetros ao longo das fronteiras terrestres do Brasil. A lei exige que donos de áreas maiores que 15 módulos fiscais ratifiquem seus títulos perante a União. Caso contrário, podem perder o imóvel para o governo federal.
“O prazo original traria consequências severas: a transferência automática do imóvel caso o processo de ratificação não se concluísse em tempo hábil,” destacou a senadora Tereza Cristina.
A regularização de terras na faixa de fronteira é quase um sinônimo de dor de cabeça. O maior obstáculo está na comprovação da cadeia dominial — é praticamente montar a árvore genealógica de cada fazenda, documento por documento, em cartórios que, muitas vezes, ainda operam com livros de registros centenários.
Além disso, houve:
Não é à toa que muita gente ficou no meio do caminho — ou simplesmente nem começou.
A exigência vale apenas para imóveis acima de 15 módulos fiscais. O que isso significa na prática?
Quem estiver acima desse limite precisa comprovar a posse legítima e protocolar documentos em cartório para ratificação junto à União. Caso contrário, a terra pode ser considerada devoluta, ou seja, patrimônio público.
Em Mato Grosso do Sul, a situação é ainda mais delicada. Segundo a Famasul, existem propriedades pendentes de regularização em 41 municípios. Famílias que produzem há mais de quatro décadas corriam o risco de perder tudo do dia para a noite.
Senadores como Jayme Campos e Damares Alves defenderam a medida como essencial para garantir segurança jurídica no campo.
Se você está envolvido na regularização de terras na faixa de fronteira, prepare-se para:
✅ Certidões cartoriais
✅ Custas do ato de ratificação
✅ Laudo de localização (quando a comarca não está inteiramente dentro da faixa de fronteira)
Em muitos casos, é preciso contratar um profissional habilitado para elaborar esse laudo técnico. Tudo isso custa tempo, dinheiro — e paciência.
A prorrogação é, sem dúvida, um alívio para produtores rurais. Mas não significa que seja hora de relaxar.
Se você tem terras na faixa de fronteira, o ideal é aproveitar o fôlego extra para colocar a papelada em dia — antes que o prazo aperte de novo. Afinal, nada dói mais do que perder uma fazenda inteira porque um carimbo não chegou a tempo.
Imagem principal: Depositphotos.
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