Exportação de Café: entenda os desafios.
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Tendências e desafios na exportação de café

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Parte do pacote econômico nacional, exportação de café denota potencial de desenvolvimento econômico

O território brasileiro possui uma ligação profunda com o café. Esse produto que faz parte do cotidiano pertence ao conjunto das principais commodities no que se refere à economia nacional desde o século XIX. Dessa forma, tanto o consumo quanto a produção desse produto expressa uma parte da cultura brasileira. 

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), o grão é um alimento importantíssimo para a indústria nacional. Os números disponibilizados pela Associação referentes ao ano de 2021, período pandêmico e de baixa procura no mercado em geral, mostram que ocorreu aumento de 1,71% em relação ao consumo de café, em comparação com o ano de 2020.  Um indicativo de que a população consome demasiadamente.

Ainda em concordância com a ABIC, o cidadão brasileiro é o segundo maior consumidor de café em uma escala global. Consumir a bebida antes de começar as tarefas do dia a dia é um hábito cultural tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos (EUA). O Brasil só perde para os EUA no consumo de café. Não é à toa que o país é o principal comprador do café brasileiro.

Conforme os dados disponibilizados no “Relatório mensal de exportações de 2021”, do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CECAFÉ), os EUA importaram no ano de 2021 cerca de 19,3% do total exportado do produto. No ano de 2023, importaram cerca de 18,7% do total exportado no que tange ao primeiro bimestre do ano. 

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Exportar café é uma boa ideia?

A exportação de café faz parte do pacote econômico brasileiro há um tempo significativo. Isso faz com que o próprio mercado internacional opte pelo consumo do café produzido no Brasil, considerando a experiência na produção dessa commodity. No entanto, como toda variável no mercado internacional, as exportações sofrem oscilações, uma vez que se encontram à mercê da especulação em distintas esferas. 

Todavia, isso não significa que seja uma má ideia adentrar nesse universo de negócios. O dólar hoje encontra-se em alta, e isso indica que exportar produtos é uma excelente maneira de aumentar a receita. Para aqueles que já produzem algum tipo de commodities, como soja e outros grãos, investir na produção de café pode ser uma ótima maneira de ampliar os ganhos.

De acordo com o “Relatório mensal de exportações de dezembro 2022”, do CECAFÉ, coordenado pela Embrapa Café, os cafés mais importados foram o Café Arábica, equivalente a 86,6% da exportação total, e o Café Solúvel, equivalente a 9,5% da exportação total. Para aqueles que querem iniciar nesse tipo de produção, investir nessas espécies é uma excelente forma de garantir lucros considerando os dados divulgados.

Por fim, vale salientar que, de acordo com os números disponibilizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), as projeções para 223 são positivas em relação à produção de café. Conforme apontou o presidente da Conab, Guilherme Beiro, “nas últimas safras, a estabilidade na área brasileira de café tem sido compensada pelos ganhos de produtividade, representada pela mudança tecnológica observada na produção cafeeira no país”.


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