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Strigiformes: conheça tudo sobre as corujas noturnas

Para Quem Tem Pressa:

Strigiformes são aves da ordem que inclui as famosas corujas. Com hábitos noturnos, voo silencioso e excelente visão, essas aves intrigam pela aparência e comportamento. Neste artigo, você descobrirá tudo sobre sua anatomia, espécies brasileiras, hábitos de vida e curiosidades que tornam os strigiformes únicos no mundo das aves.

Strigiformes: conheça tudo sobre as corujas noturnas

O que são strigiformes?

Strigiformes são uma ordem de aves composta por espécies de rapina noturnas, como as corujas. Essas aves são predadoras por natureza, possuem olhos grandes, excelente visão noturna e voo silencioso, o que as torna caçadoras muito eficientes. Seu nome vem do grego “Strige”, que significa coruja, e em italiano pode se referir à palavra “bruxa”, associando-se à imagem mística dessas aves.

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Essa ordem é dividida em duas famílias principais: Strigidae e Tytonidae, ambas distribuídas por praticamente todo o planeta, exceto na Antártica. A principal característica dessas aves é seu padrão de atividade noturno, além da plumagem escura e camuflada, ideal para ambientes com vegetação densa.

Características físicas e hábitos

As aves da ordem strigiformes possuem uma série de adaptações únicas. Seus olhos voltados para a frente proporcionam visão binocular, e o pescoço altamente flexível permite rotações de até 270°. Suas asas largas com penas macias garantem um voo silencioso, ideal para caçadas noturnas.

O tamanho das corujas varia conforme a espécie. Algumas medem entre 14 e 15 cm, pesando cerca de 50g. Outras, como a Jacurutu, podem alcançar até 70 cm de comprimento e pesar mais de 4 kg. A envergadura de asas pode ultrapassar os dois metros nas maiores espécies.

Dimorfismo sexual nas corujas

Diferente de muitas aves, as fêmeas dos strigiformes geralmente são maiores e mais pesadas que os machos. Além disso, suas vocalizações são mais graves e intensas. O dimorfismo sexual também pode ser notado na coloração da plumagem, com fêmeas apresentando tons mais escuros em algumas espécies, como a coruja-das-torres.

Comportamento solitário e reprodutivo

A maioria das corujas é solitária, formando pares apenas na época reprodutiva. Elas preferem se abrigar em locais como fendas de árvores, ninhos abandonados ou rochas, ao invés de construírem ninhos próprios. Fora do período de reprodução, são silenciosas e discretas.

Durante a reprodução, os vocalizes se intensificam para atrair parceiros e defender territórios. A discrição no restante do ano contribui para sua fama de aves misteriosas.

Espécies de strigiformes no Brasil

O Brasil abriga cerca de 22 espécies de strigiformes, com destaque para:

  • Caburé-Miudinho: mede entre 14 e 15 cm e pesa até 60g. Vive na Mata Atlântica e se alimenta de insetos, pequenas aves e lagartos.
  • Jacurutu: a maior coruja das Américas, com até 60 cm e mais de 2 kg. Alimenta-se de roedores, aves, peixes e lagartos.
  • Suindara (coruja-das-torres): mede até 40 cm com envergadura de 1 metro. É comum em áreas urbanas e se alimenta de roedores e invertebrados.

Essas aves são essenciais para o equilíbrio ecológico, controlando populações de pequenos animais e pragas agrícolas.

Conclusão

Os strigiformes são aves fascinantes que despertam a curiosidade de muitas pessoas por suas características únicas e comportamento enigmático. Essa ordem, que inclui todas as espécies de corujas, revela uma impressionante adaptação à vida noturna, com habilidades como visão apurada no escuro, voo silencioso e técnicas de caça altamente eficientes.

Além do aspecto biológico, os strigiformes exercem um papel ecológico fundamental, atuando no controle populacional de roedores, insetos e outras presas, contribuindo diretamente para o equilíbrio dos ecossistemas. A presença dessas aves, inclusive em áreas urbanas, reforça a importância de preservarmos seus habitats naturais e respeitarmos sua função na natureza.

No Brasil, a diversidade de espécies mostra o quão adaptáveis essas aves são, vivendo desde as florestas densas da Amazônia até regiões urbanas e agrícolas. Comportamentos como o dimorfismo sexual, o hábito solitário e a preferência por abrigos naturais reforçam ainda mais sua singularidade entre as aves.

Por tudo isso, aprender sobre os strigiformes vai além da curiosidade: é um passo importante para compreender melhor o mundo das aves de rapina noturnas e valorizar a biodiversidade que nos cerca. Quanto mais conhecemos, mais entendemos a importância da conservação dessas incríveis espécies.

imagem:wikimedia

Carlos Eduardo Adoryan

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Carlos Eduardo Adoryan

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