Soja a R$105? Diferença de preço surpreende o mercado
O preço da soja varia até R$29 por saca entre regiões do Brasil. Veja onde está mais barata e o que isso indica para o mercado.
Para quem tem pressa:
O preço da soja está variando de R$105 a R$134 por saca de 60 kg em diferentes regiões do Brasil. O destaque vai para Canarana (MT) com o valor mais baixo, enquanto Rio Grande (RS) lidera com o mais alto. Confira os números completos e entenda o que isso revela sobre o mercado.
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Panorama do preço da soja no Brasil
O preço da soja continua oscilando bastante entre os estados brasileiros, refletindo fatores como logística, demanda local e exportações.
A seguir, veja quanto está sendo pago pela saca de 60 kg nas principais regiões:
- Rio Grande (RS): R$134,00
- Paranaguá (PR) e Santos (SP): R$132,00
- Canarana (MT) e Lucas do Rio Verde (MT): R$105,00
- Campo Grande (MS): R$118,00
- Uberlândia (MG): R$116,50
Ou seja, temos uma variação de até R$29 por saca, dependendo de onde você estiver. Isso é basicamente a diferença entre sorrir e chorar no campo.
Onde está mais barata e onde está mais cara?
Os 5 preços mais altos:
- Rio Grande (RS) – R$134,00
- Paranaguá (PR) – R$132,00
- Santos (SP) – R$132,00
- Ponta Grossa (PR) – R$129,00
- Missões (RS) / Planalto Central (RS) – R$128,00
Os 5 preços mais baixos:
- Canarana (MT) – R$105,00
- Lucas do Rio Verde (MT) – R$105,00
- Sorriso (MT) – R$106,50
- Campo Novo dos Parecis (MT) – R$106,00
- Sapezal (MT) – R$106,00
Mato Grosso claramente lidera o “top 5 da economia”, embora o produtor talvez não esteja rindo tanto assim.
O que explica tanta diferença?
Diversos fatores impactam o preço da soja, como:
- Distância dos portos e centros consumidores
- Custos de transporte e armazenagem
- Demanda local e internacional
- Câmbio e acordos de exportação
Produtores próximos de portos como Santos e Paranaguá tendem a receber mais, devido à facilidade logística para exportação.
Já regiões centrais, como o Mato Grosso, mesmo sendo grandes produtoras, sofrem com altos custos logísticos — o que puxa o preço pago para baixo.
Como o produtor pode reagir?
Além de torcer para a cotação subir, é hora de pensar em:
- Planejamento de safra com base no mercado futuro
- Negociação em cooperativas e contratos antecipados
- Investimento em armazenagem própria
- Otimização da logística interna
Ah, e claro: continuar acompanhando o preço da soja com a frequência de quem olha o relógio na última aula antes do recreio.
Conclusão: Olho no mercado, pé no chão e uma dose de estratégia
O cenário atual do preço da soja no Brasil mostra mais do que simples números: ele revela a complexidade de um mercado que não perdoa a desatenção. Com uma variação de quase 30 reais por saca entre regiões, fica evidente que localização, logística e acesso a portos continuam sendo fatores determinantes para o sucesso (ou o sufoco) do produtor.
Se você está no Rio Grande do Sul ou no litoral do Paraná e São Paulo, onde a saca ultrapassa os R$130, pode respirar um pouco mais tranquilo — e talvez até planejar aquele investimento atrasado. Por outro lado, se está no Mato Grosso, onde o valor mal passa dos R$105, é hora de ligar o alerta e repensar estratégias, porque o mercado definitivamente não está jogando a seu favor no momento.
Mas nem tudo está perdido. Mais do que acompanhar os preços diariamente (o que, sejamos honestos, você já faz), o produtor moderno precisa agir com inteligência: vender no momento certo, aproveitar contratos futuros, investir em armazenagem e até considerar parcerias logísticas pode fazer toda a diferença no final da safra.
Além disso, vale lembrar: quem planta, colhe — mas quem se informa, lucra. A volatilidade do mercado de soja não é nova, mas quem entende as entrelinhas consegue transformar dificuldades em oportunidades.
Portanto, mantenha-se atualizado, questione seus custos, analise seus gargalos logísticos e, acima de tudo, pense como empresário rural — porque no campo de hoje, só sobrevive quem joga xadrez, não damas.
Fonte: CEPEA, IMEA, diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário.

