Preço da soja: Queda no Centro-Oeste e disparada no Sul
O preço da soja varia até R$ 27 por saca entre estados. Confira as cotações de maio por praça e entenda os motivos dessa diferença.
Para quem tem pressa:
O preço da soja em maio de 2025 mostra contrastes regionais: enquanto a saca chega a R$ 133 no Sul, cai para até R$ 106 no Centro-Oeste. Veja as cotações por praça e entenda o que está por trás dessas variações.
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Soja a R$ 133 no Sul e abaixo de R$ 110 no Centro-Oeste
Se você está achando os valores da soja uma montanha-russa, não está sozinho. Em maio, o preço da soja exibe forte disparidade entre regiões: no Rio Grande do Sul, a saca de 60 kg atinge R$ 133 em Rio Grande, enquanto Sapezal (MT) amarga R$ 106 — uma diferença de R$ 27 por saca. E não é só isso: no Paraná, Paranaguá marca R$ 132,50, enquanto o Oeste do estado fica com R$ 125,50.
Essa discrepância tem tudo a ver com logística, oferta regional e a demanda internacional — que, aliás, segue firme, principalmente com a China mantendo o apetite.
Panorama por região: onde a soja está mais valorizada?
Sul
- Rio Grande (RS): R$ 133,00
- Missões (RS): R$ 128,00
- Planalto Central (RS): R$ 128,00
- Paranaguá (PR): R$ 132,50
- Ponta Grossa (PR): R$ 130,00
- Oeste (PR): R$ 125,50
- Sudoeste (PR): R$ 126,50
Sudeste
- Santos (SP): R$ 132,00
- Rancharia (SP): R$ 126,00
- Orlândia (SP): R$ 126,00
- Uberlândia (MG): R$ 122,00
- Uberaba (MG): R$ 122,00
Centro-Oeste
- Cuiabá (MT): R$ 115,00
- Rondonópolis (MT): R$ 115,00
- Primavera (MT): R$ 112,00
- Sorriso (MT): R$ 108,00
- Lucas do Rio Verde (MT): R$ 107,50
- Campo Novo dos Parecis (MT): R$ 106,00
- Sapezal (MT): R$ 106,00
- Campo Grande (MS): R$ 118,50
- Dourados (MS): R$ 118,50
- Brasília (DF): R$ 115,50
- Mineiros (GO): R$ 114,50
- Rio Verde (GO): R$ 115,50
Nordeste
- Luis Eduardo Magalhães (BA): R$ 118,75
- Balsas (MA): R$ 111,50
Por que o preço da soja varia tanto?
O preço da soja depende de fatores que vão além da porteira. Entre os principais:
- Distância dos portos: regiões próximas aos portos (como Rio Grande ou Santos) recebem mais ofertas e preços melhores.
- Custo do frete: no Centro-Oeste, o transporte até o porto representa um custo que pressiona o valor pago ao produtor.
- Demanda internacional: o câmbio e a demanda chinesa influenciam diretamente os preços internos.
- Ofertas locais: colheitas volumosas em determinadas regiões reduzem o valor pago pelas tradings.
Ou seja: quanto mais longe do mar, menor tende a ser o valor da sua saca — e sem direito a vista para a praia.
O que esperar para os próximos dias?
Com a colheita praticamente encerrada e estoques regulados, a tendência é de estabilidade moderada nos preços. A soja sulista segue valorizada pela qualidade e pela proximidade dos portos, enquanto o Centro-Oeste ainda lida com pressão de oferta.
No entanto, qualquer oscilação no dólar ou uma nova demanda chinesa pode mudar o jogo em dias. O produtor atento é aquele que não dorme de olho fechado para o mercado.
Conclusão: Vender agora ou esperar?
Se você está no Sul, o cenário é favorável à venda. Já no Centro-Oeste, muitos produtores têm preferido segurar. Como sempre, o equilíbrio está entre o custo de armazenagem e o risco de perder uma janela de valorização.
Para acompanhar os próximos movimentos, veja também nosso artigo sobre tendências da próxima safra de grãos — porque no agro, informação vale tanto quanto adubo. Imagem principal: Depositphotos.

