Ranking da soja: Os melhores e piores preços no Brasil hoje

O preço da soja varia até R$ 26 por saca entre os estados. Confira as cotações atualizadas nos principais polos do Brasil.

Para quem tem pressa:

O preço da soja está longe de ser uniforme no Brasil. Em maio de 2025, a saca de 60 kg oscila entre R$ 106,00 e R$ 132,00 nos principais polos agrícolas do país. Paranaguá (PR) lidera com o maior valor, enquanto produtores de Mato Grosso enfrentam os menores preços. Veja os detalhes e prepare seu planejamento com base nas cotações mais recentes.


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Os melhores preços da soja hoje

Produtores do Paraná e de São Paulo têm motivo para sorrir (um pouco): o preço da soja atinge R$ 132,00 por saca nos portos de Paranaguá (PR) e Santos (SP), impulsionado pela demanda de exportação e logística favorável.

Cotações destacadas:

  • Paranaguá (PR): R$ 132,00
  • Santos (SP): R$ 132,00
  • Rio Grande (RS): R$ 131,50
  • Ponta Grossa (PR): R$ 128,50
  • Missões (RS): R$ 127,50

Curiosamente, enquanto a soja brilha no Sul, o Centro-Oeste amarga preços mais baixos. E não, não é pegadinha: há lugares onde vender uma saca pode render quase R$ 26 a menos.


Onde a soja vale menos?

No Mato Grosso, mesmo com produtividade em alta, os valores estão entre os mais baixos do país. Isso se deve, principalmente, ao alto custo logístico até os portos e à pressão de oferta local.

Piores cotações:

  • Lucas do Rio Verde (MT): R$ 106,00
  • Campo Novo dos Parecis (MT): R$ 106,00
  • Sapezal (MT): R$ 106,00
  • Canarana (MT): R$ 106,50
  • Sorriso (MT): R$ 107,50

É aquela velha história: produzir muito não basta. O mercado quer mais do que volume — quer localização estratégica.


Preços da soja em outros estados

Confira as cotações médias por estado, com base nas principais praças:

Mato Grosso do Sul (MS):

  • Campo Grande: R$ 116,00
  • Dourados: R$ 116,00
  • Chapadão do Sul: R$ 115,00

Goiás (GO):

  • Mineiros: R$ 114,00
  • Rio Verde: R$ 115,00
  • Jataí: R$ 114,00

Minas Gerais (MG):

  • Uberlândia/Uberaba: R$ 121,50
  • Unaí: R$ 115,00

Bahia (BA):

  • Luís Eduardo Magalhães: R$ 118,50

Maranhão (MA):

  • Balsas: R$ 112,00

Distrito Federal (DF):

  • Brasília: R$ 115,00

É… o Centro-Oeste ainda é o coração da produção, mas o bolso anda sentindo o peso da distância.


Exportação segue ditando o ritmo

Os portos continuam sendo o termômetro do mercado. Paranaguá e Santos mostram a força da demanda internacional, especialmente da China. Isso eleva o preço da soja nas regiões próximas, enquanto o interior enfrenta descontos pela dificuldade logística.

Se você está longe do mar, seu grão vale menos — ainda que ele seja o mesmo. Ironia do mercado globalizado, não?


O que o produtor pode fazer?

  • Monitorar os preços locais diariamente
  • Avaliar fretes e armazenagem para vender melhor
  • Negociar contratos antecipados em momentos de alta

A estratégia pode ser a diferença entre um lucro razoável e um prejuízo doloroso.

Conclusão: informação é lucro no bolso do produtor

O atual cenário do preço da soja mostra como o mercado agrícola brasileiro é profundamente influenciado por logística, localização e exportação. Embora o Paraná e São Paulo liderem com cotações acima de R$ 130,00, estados como Mato Grosso enfrentam preços até R$ 26 mais baixos — um contraste que impacta diretamente a rentabilidade do produtor. A verdade é que, no agro, plantar bem é essencial, mas vender bem é o que realmente fecha a conta.

Diante dessa realidade, o produtor precisa estar mais atento do que nunca. Acompanhar as cotações regionais, negociar contratos estratégicos e avaliar o melhor momento de venda pode significar a diferença entre lucro e prejuízo. E se você achou que o mercado é justo com todos… bem, talvez seja hora de repensar.

A boa notícia? Informação atualizada, como a deste artigo, pode virar vantagem competitiva. No agro moderno, quem monitora mais, perde menos.

Fonte: CEPEA, diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário. Imagem principal: Depositphotos.

Douglas Carreson

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Douglas Carreson

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