Novo sensor de baixo custo monitora o pH do solo continuamente por meses a campo

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Para Quem Tem Pressa:

Engenheiros da Universidade do Colorado em Boulder desenvolveram um sensor eletroquímico de baixo custo capaz de acompanhar a acidez do solo em tempo real durante meses. O dispositivo utiliza alizarina, dispensa as frequentes recalibrações dos modelos convencionais de vidro e manteve medições estáveis em diferentes tipos de solo, inclusive em testes ao ar livre. A tecnologia representa um passo para baratear o monitoramento contínuo das lavouras.

Novo sensor de baixo custo monitora o pH do solo continuamente por meses a campo

Compreender com precisão o que ocorre abaixo da superfície sempre foi um dos gargalos do manejo agrícola. Entre microrganismos, raízes e reações químicas, o pH do solo atua como uma verdadeira variável-mestre, ditando a disponibilidade de nutrientes e o desenvolvimento das plantas. No entanto, sensores tradicionais costumam ser frágeis e exigem calibrações manuais frequentes, o que dificulta o monitoramento contínuo em escala comercial.

Para contornar essa barreira, engenheiros do Departamento de Engenharia Mecânica Paul M. Rady, da Universidade do Colorado em Boulder (CU Boulder), nos Estados Unidos, criaram um sensor eletrônico de baixo custo voltado para o monitoramento contínuo do pH em condições reais de campo.

O trabalho, liderado pelo doutorando Juan Cisneros Barba e conduzido no Laboratório de Fabricação e Eletrônica Experimental de Boulder (BEEM Lab), foi publicado no periódico científico Scientific Reports.

Alizarina e placa de circuito impresso

Os sensores de pH convencionais mais comuns utilizam bulbos de vidro, componentes frágeis cujo sinal tende a sofrer desvios ao longo do tempo ou com variações no ambiente. Na prática agrícola, isso exige manutenções constantes e limita a permanência dos aparelhos enterrados na terra.

A equipe liderada pelo professor Gregory Whiting adotou um princípio diferente: um sensor eletroquímico baseado em alizarina, um corante sensível a variações de pH. A tecnologia de eletrônica impressa em si já vinha sendo investigada em ambientes controlados, mas o desafio central era torná-la durável e viável para o campo.

Para isso, os pesquisadores redesenharam o dispositivo com base em placas de circuito impresso, facilitando a manufatura em série. O sensor foi integrado a um sistema portátil e de baixo custo de leitura de dados, alimentado por bateria, projetado especificamente para operar em áreas externas.

Desempenho em solos variados

O sensor foi avaliado diretamente enterrado em diferentes amostras de solo, simulando as variações que produtores rurais encontram na rotina das lavouras. Os ensaios envolveram amostras com diferentes teores de matéria orgânica, solos arenosos e argilosos, além de condições compactadas e descompactadas.

Segundo os dados do estudo, o equipamento forneceu leituras contínuas e confiáveis por meses. Em testes realizados ao ar livre, o sensor operou de forma contínua sem apresentar os desvios que demandam recalibração frequente nos modelos de vidro.

Segundo os pesquisadores, a combinação de fabricação barata com baixa necessidade de intervenção humana abre espaço para que sensores impressos deixem o ambiente restrito dos laboratórios e passem a fornecer dados em tempo real para a gestão do solo nas propriedades rurais.

fonte/crédito: Imagem destacada ilustrativa gerada por IA.


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