Sarna em Gatos: Guia Completo de Causas, Tipos e Tratamento

Sarna em Gatos: Guia Completo de Causas, Tipos e Tratamento

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Para Quem Tem Pressa

A sarna em gatos, também conhecida popularmente como “peladeira”, é uma das doenças dermatológicas mais comuns e preocupantes, causada pela infestação de ácaros que provocam coceira intensa, inflamação e lesões na pele do felino. Por ser altamente contagiosa e com risco de infecções secundárias graves, o diagnóstico e tratamento rápidos são essenciais. Se você precisa de informações urgentes sobre como identificar, tratar ou prevenir a sarna em gatos, este guia completo irá detalhar as causas, os diferentes tipos (demodécica, otodécica, sarcóptica e notoédrica) e os passos exatos para a recuperação do seu pet, incluindo o manejo ambiental e a importância do acompanhamento veterinário.

Sarna em Gatos: Guia Completo de Causas, Tipos e Tratamento

A sarna é uma doença de pele parasitária provocada por ácaros microscópicos que se alimentam de células cutâneas, secreções e restos de tecido, causando irritação e coceira intensa, tecnicamente chamada de prurido. Essa condição engloba ao menos quatro enfermidades distintas, cada uma com sintomas e níveis de gravidade específicos. É altamente contagiosa entre felinos, podendo afetar qualquer gato, raça ou idade.

O que Causa a Sarna em Gatos e Suas Formas

A causa raiz da sarna em gatos é a presença e proliferação de ácaros. Diferentes espécies desencadeiam diferentes tipos da doença:

  • Sarna Otodécica: Causada pelo Otodectes cynotis, este é o tipo de sarna de ouvido mais comum, responsável por metade dos casos de otite felina externa. O ácaro completa todo o seu ciclo de vida dentro do conduto auditivo.
  • Sarna Notoédrica (Escabiose Felina): Causada pelo Notoedres cati, é extremamente contagiosa e considerada uma zoonose, podendo atingir humanos. Causa lesões crostosas e descamativas nas bordas das orelhas e face.
  • Sarna Sarcóptica: Provocada pelo Sarcoptes scabiei, causa uma dermatite pruriginosa com lesões na face, orelhas, abdômen e flancos. A intensidade dos sintomas varia com a quantidade de ácaros.
  • Sarna Demodécica (Sarna Negra): Rara em felinos, é causada pelo Demodex cati ou Demodex gatoi. A infecção por D. cati geralmente está associada à queda de imunidade ou doenças sistêmicas, enquanto a D. gatoi é contagiosa.

Transmissão da Sarna Felina

A transmissão ocorre, majoritariamente, por contato direto entre animais contaminados. Contudo, ácaros como o Notoedres cati e Sarcoptes scabiei podem sobreviver por curtos períodos no ambiente (caminhas, brinquedos, potes de comida), aumentando o risco de contaminação indireta. Já a sarna demodécica por D. cati é transmitida da mãe para o filhote durante o parto e a amamentação. Felinos com acesso à rua, que convivem com muitos animais (abrigos) ou que estão imunossuprimidos são mais suscetíveis.

Como Identificar os Sinais e Sintomas

O sinal clínico mais comum da sarna em gatos é a coceira intensa e contínua (prurido), que leva o animal a se automutilar, provocando feridas e queda de pelos (alopecia). Contudo, cada tipo apresenta particularidades:

Tipo de SarnaPrincipais Sinais Clínicos Específicos
OtodécicaCerúmen escuro e espesso (odor de tabaco), sacudir constante da cabeça, otohematomas.
NotoédricaLesões crostosas e pápulas nas bordas das orelhas e face, espessamento cutâneo.
SarcópticaLesões hemorrágicas, crostas espessas, descamação e endurecimento da pele.
DemodécicaAlopecia localizada ou generalizada, vermelhidão e descamação, prurido variável.

É fundamental levar o gato ao veterinário. Muitos sintomas podem ser confundidos com outras dermatites, como alergia alimentar ou dermatofitose. O diagnóstico correto é feito através da avaliação clínica (anamnese e exame físico) e exames laboratoriais, como raspado cutâneo, citologia auricular ou teste terapêutico.

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Estratégias de Tratamento e Prevenção

O tratamento para sarna em gatos deve ser sempre conduzido por um médico-veterinário, pois envolve o uso de medicamentos antiparasitários específicos para cada ácaro.

Passos do Tratamento:

  1. Higienização: Limpeza das áreas afetadas, especialmente o conduto auditivo (com soluções específicas) e banhos terapêuticos para remoção de crostas.
  2. Tratamento Antiparasitário: Uso de medicamentos como selamectina, ivermectina, ou cal sulfurada. Podem ser tópicos, orais ou injetáveis, dependendo do tipo de ácaro e da gravidade. O objetivo é eliminar os parasitas, aliviar a dor e evitar infecções secundárias com o uso de antibacterianos ou corticoides, se necessário.
  3. Manejo Ambiental: É crucial isolar o gato infectado e lavar/desinfetar todos os seus itens (caminha, cobertores, brinquedos). Os ácaros podem sobreviver no ambiente por alguns dias, e negligenciar essa etapa pode levar à reinfecção.

Prevenção: A melhor forma de proteger o seu pet é através de medidas contínuas, como o uso regular de antiparasitários (sob orientação veterinária) e a manutenção de um ambiente limpo e higienizado. Além disso, garantir uma boa nutrição e acompanhamento de rotina fortalecem a imunidade do gato, tornando-o menos suscetível à proliferação de ácaros comensais. A sarna não tratada pode evoluir para quadros graves, com infecções bacterianas sérias e, em casos raros e avançados, pode levar o animal a óbito.

imagem: IA


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