O erro escondido no sal para gado que custa fortunas na seca e nas águas
Descubra o erro escondido no uso do sal para gado que derruba lucros na seca e nas águas. Saiba como evitar perdas e aumentar a produtividade.
Para Quem Tem Pressa
O sal para gado não deve ser o mesmo o ano inteiro. Nas águas, o sal mineral garante imunidade, reprodução e desempenho. Na seca, o sal proteinado com ureia evita perdas, mantém o ganho de peso e aumenta a lucratividade. Ignorar essa diferença pode custar caro no bolso do pecuarista.
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O papel do sal na pecuária moderna
Na pecuária, o sal para gado deixou de ser apenas um suplemento: é um investimento direto na saúde e produtividade do rebanho. Carregado de macro e microminerais — como cálcio, fósforo, magnésio, cobre e zinco — ele influencia a reprodução, o ganho de peso, a imunidade e até a ingestão de água.
Um detalhe técnico importante: bovinos de corte consomem, em média, de 30 a 50 gramas por quilo de peso vivo diariamente. Parece pouco? Imagine multiplicar isso por 200, 300 ou 500 cabeças em uma fazenda. O impacto no desempenho (e no caixa) é enorme.
Sal mineral na época das águas: Abundância que engana
Durante a estação chuvosa, o pasto é abundante, verde e aparentemente completo. Mas a aparência engana: nem sempre a forragem fornece todos os minerais de que o rebanho precisa. É aí que entra o sal mineral para gado.
Benefícios diretos nas águas:
- Reforço da imunidade contra doenças.
- Sustentação do ganho de peso.
- Apoio à reprodução e fertilidade.
- Facilidade de manejo, com baixo desperdício.
💡 Insight prático: mesmo em áreas com pasto de alta qualidade, análises de solo e de forragem revelam deficiências minerais. Ajustar a suplementação pode significar a diferença entre gado saudável e gado que “patina” no ganho de peso.
Sal proteinado na seca: A ponte da sobrevivência
De maio a outubro, a realidade muda: O pasto seca, o teor de proteína cai e o desempenho do rebanho despenca. É nesse momento que o sal proteinado para bovinos entra como protagonista.
Enriquecido com proteína, ele compensa o déficit nutricional e mantém o animal ativo, ganhando peso mesmo em condições adversas. Sem essa suplementação, o gado não apenas deixa de crescer, como pode perder peso — e junto com ele vai a rentabilidade do negócio.
Ureia: O vilão ou o herói?
Muito se fala sobre os riscos da ureia, mas quando usada corretamente, ela se transforma em uma das ferramentas mais baratas e eficazes da suplementação.
Aliada ao sal para gado na seca, a ureia:
- Aumenta a ingestão do pasto seco.
- Fornece nitrogênio de baixo custo.
- Estimula o ganho de peso contínuo.
Claro, há um alerta: O fornecimento deve ser controlado. Excesso pode causar intoxicação. Mas com acompanhamento técnico e manejo cuidadoso, a ureia vira parceira do pecuarista — e não inimiga.
Monitoramento do consumo: O segredo do sucesso
Não basta escolher certo. É preciso observar como o rebanho reage.
Boas práticas de manejo:
- Sempre disponibilizar sal no no cocho, protegido da chuva.
- Acompanhar a aceitação e ajustar a oferta.
- Prevenir problemas como:
- Sal empedrado: mantenha seco e solto.
- Abelhas no cocho: utilize coberturas e faça limpeza regular.
- Rejeição: teste diferentes formulações e ajuste ao perfil do rebanho.
Parece detalhe? Mas é nesse acompanhamento que muitos pecuaristas perdem dinheiro sem perceber.
Estratégia nutricional que gera lucro real
Quando o pecuarista entende que não existe um único sal para gado válido o ano todo, ele dá um passo estratégico. O mineral domina nas águas, enquanto o sal proteinado com ureia mantém o gado firme na seca.
O resultado?
- Animais mais saudáveis.
- Ganhos de peso consistentes.
- Redução de perdas na entressafra.
- Maior retorno financeiro em cada ciclo.
E aqui entra uma ironia leve: alguns produtores ainda insistem em usar “o mesmo salzinho” o ano todo, como se o gado fosse máquina que não sente clima ou dieta. Mas quem ajusta a suplementação com inteligência percebe rapidamente que cada estação pede uma receita diferente.
Conclusão: Sal é lucro disfarçado
O sal não é gasto, é investimento. Ele protege o rebanho, evita doenças, garante reprodução e impulsiona o ganho de peso — seja na chuva, seja na seca. Pecuaristas que adotam estratégias de suplementação sazonal têm animais mais fortes e contas mais equilibradas.
No fim, o “segredo” não é secreto: basta usar o sal para gado adequado em cada fase do ano. Com técnica, análise e manejo correto, o retorno aparece rápido — tanto no pasto quanto na planilha de custos.
Imagem principal: Depositphotos.

