Safrinha de Milho
O setor agropecuário liga o sinal de alerta para a Safrinha de Milho 2026. Com o plantio atrasado em estados como Mato Grosso e Paraná, o excesso de umidade e a falta de luminosidade já amarelam as lavouras. Enquanto o Brasil “pula carnaval”, o mercado físico trava, mas as projeções indicam escassez e preços em alta devido à forte demanda por etanol e exportações para a China no “ano do cavalo”.
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A edição especial desta terça-feira de carnaval (17 de fevereiro de 2026) traz um cenário preocupante para o produtor brasileiro. Enquanto as ruas celebram, o campo corre contra o tempo. A safrinha de milho, responsável pela maior fatia da produção nacional, enfrenta obstáculos climáticos que podem redesenhar o balanço de oferta e demanda para o segundo semestre.
Segundo o consultor Vlamir Brandalizze, a safrinha de milho está oficialmente atrasada em todos os estados produtores. No Mato Grosso, maior player do setor, apenas 50% da área foi plantada, quando o ideal seria superar os 60%. O Paraná segue ritmo lento com 35%, e Goiás amarga apenas 20% de área semeada.
O problema não é apenas o calendário. O excesso de chuvas no Centro-Oeste tem causado dois danos imediatos:
Como se não bastasse, o alerta da Aprosoja-MT indica que as chuvas devem continuar, dificultando a entrada das máquinas e empurrando o restante do plantio para fora da janela ideal.
Enquanto o mercado brasileiro para, a China celebra o Ano Novo Lunar. Em 2026, entramos no Ano do Cavalo, um símbolo de força e crescimento para a economia chinesa. Historicamente, esses anos são marcados por alta demanda por commodities.
O Brasil já sente o impacto: 66% da nossa soja exportada no início do ano foi para os chineses. Com a safrinha de milho, a expectativa é similar, especialmente com o avanço das exportações de DDG (resíduo de destilaria de milho) e a recente abertura para o sorgo brasileiro.
Diferente de 2025, onde houve sobra de produto, a safrinha de milho deste ano enfrenta uma demanda interna voraz. Estima-se que 27 milhões de toneladas sejam destinadas apenas à produção de etanol. Somado ao consumo para ração animal (frangos e suínos), o Brasil precisará de uma safra cheia para não ver os estoques zerarem.
“Se colhermos apenas 100 milhões de toneladas, teremos escassez frente à demanda de 90 milhões do consumo interno e as metas de exportação”, alerta Brandalizze.
Com o risco climático batendo à porta, o viés para os preços da safrinha de milho é de alta. O contrato de julho em Chicago já flerta com os
$$US\$ 4,50$$
por bushel, com projeções de buscar os
$$US\$ 5,00$$
no médio prazo.
Para o produtor, a recomendação é clara: proteção. Utilizar estratégias de Call (opções de compra) na Bolsa de Chicago pode ser uma saída mais barata que a B3 brasileira para participar das altas sem ficar exposto apenas ao risco físico da lavoura.
Além do clima, a safrinha de milho sofre com a resistência de pragas. A Spodoptera frugiperda (lagarta-do-cartucho) está demonstrando alta resistência devido a falhas no manejo e aplicações fora do tempo recomendado em bula. O Dr. Glauber Stuber reforça que o controle biológico e químico precisa ser rigoroso para evitar que a produtividade caia ainda mais.
A safrinha de milho 2026 é um jogo de xadrez contra o clima. Com 60% da área ainda por plantar em apenas duas semanas, o produtor deve olhar para o céu com cautela, mas para o mercado com estratégia. A alta nos preços parece inevitável, mas só aproveitará quem tiver grão no armazém ou proteção na bolsa.
Imagem principal: IA.
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