produção de algodão (Créditos: iStock)
Resultando em uma ampla e complexa variedade de produtos, commodity mostra-se essencial no dia a dia
O algodão encontra-se naquilo que podemos chamar de “pacote de commodities” exportadas pelo Brasil. Esse produto faz parte da economia brasileira há um tempo significativo. No entanto, ao contrário do que muitos imaginam, a produção do algodão não começou no território nacional com a chegada dos europeus em solo sul-americano.
De fato, conforme apontam os registros históricos, o cultivo de algodão era praticado pelos povos originários. Os indígenas já dominavam essa técnica muito antes das navegações, de modo que transformavam a fibra do algodão em “tecidos rudimentares”.
Produção de algodão no Brasil
Como o algodão costuma desenvolver-se melhor em áreas nas quais a chuva não predomina, ou seja, regiões mais secas, no Brasil, existem regiões mais propícias para o cultivo do algodão.
Inclusive, antes de atingir sua máxima no que se refere a exportação de café, o algodão representou entre o século XVIII e XIX o principal produto comercializado internacionalmente. Atualmente, o cenário de exportação dessa commodity mostra-se promissor. Desde o ano de 2016, os indicativos cresceram expressivamente, com o Brasil assumindo cada vez mais o protagonismo na exportação desse produto no século XXI.
De acordo com um levantamento da Associação Brasileira Dos Produtores de Algodão (ABRAPA), realizado no ano de 2021, aproximadamente, 67% da produção brasileira de algodão encontra-se no Mato Grosso, na Bahia e no sul de Goiás. No mercado internacional, no que tange a exportação dessa commodity, o Brasil encontra-se na quinta posição, ficando atrás somente da Índia, da China, dos Estados Unidos e do Paquistão.
A relação entre a commodity e o fator econômico
Em suma, é possível afirmar que 97% de toda a produção de algodão em escala global é referente a fibra média ou curta, uma vez que essas fibras são as mais utilizadas nos tecidos comercializados popularmente. Somente 3% de toda a produção mundial é de algodão de fibra longa. O algodão de fibra longa costuma ser utilizado na produção de tecidos de luxo. Ou seja, a fibra do algodão interfere na qualidade do produto derivado.
A diferença de qualidade entre os produtos derivados do algodão
Em síntese, há uma gama variada de produtos derivados do algodão. No entanto, nem todos os produtos possuem a mesma qualidade. É possível produzir a partir dessa matéria-prima: tecidos, roupas de modo geral, decorações, produtos de higiene, etc. Produtos do cotidiano, de baixo valor monetário, costumam ser produzidos com algodão de fibra média ou curta. Esse tipo de algodão é menos raro, tornando-o mais barato.
Já o algodão de fibra longa é geralmente utilizado para produzir, por exemplo, lençóis de fios egípcios. Um exemplo de algodão de fibra longa é o Pima. De modo geral, os tecidos derivados do algodão costumam ter uma tecnologia mais eficiente, proporcionando mais conforto e adaptabilidade. De acordo com muitos especialistas, o algodão Pima é o melhor tipo de cultivo.
Portanto, se você for comprar algum produto e na sua descrição consta camiseta algodão Pima, lençol algodão Pima, vestido algodão Pima, etc., é importante compreender que se trata de um produto de extrema qualidade. Consequentemente, para adquirir um produto desses, exige-se um investimento maior em relação aos produtos derivados do algodão de fibra curta e média.
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