Rasmussen expõe a ofensiva global sobre o agro brasileiro
Para quem tem pressa:
O vídeo viral de Richard Rasmussen reacende o debate sobre Richard Rasmussen e o Agro, mostrando como discursos ambientais podem ser usados como arma comercial contra o Brasil. Em 46 segundos, o biólogo aponta para interesses internacionais, destaca a força do Código Florestal e expõe a ofensiva global que mira a produção agrícola brasileira.
O vídeo de 46 segundos que tomou conta das redes
O vídeo publicado no X em 17 de novembro de 2025, compartilhado por @FlavioRoMart, mostra Richard Rasmussen e o Agro em um momento tenso de coletiva de imprensa. Com edição rápida e cortes precisos feitos por Juliano Silveira, o clipe transforma uma resposta direta do biólogo em um manifesto digital que viralizou.
Rasmussen afirma:
“Eu sei quem é contra o agro brasileiro: os nossos concorrentes.”
Logo após a frase, textos piscam na tela, drones sobrevoam campos produtivos e imagens de pecuária e lavouras reforçam a dimensão do setor. A edição usa humor, ironia e contraste para amplificar a mensagem — fórmula perfeita para viralização.
“Nunca foi pelos animais”: a frase que dividiu opiniões
O trecho mais comentado do vídeo é curto e incisivo:
“Nunca foi pelos animais, nunca foi pelas florestas.”
Aqui, Rasmussen critica a retórica ambiental usada por governos estrangeiros como ferramenta geopolítica. A edição reforça a mensagem com palavras-chave surgindo na tela:
Alimentação
Agropecuária
Sustentabilidade
Enquanto isso, memes piscam ao fundo, ironizando slogans ambientalistas que ignoram a complexidade da produção agrícola brasileira.
Código Florestal: o peso da preservação que recai sobre o produtor
Um dos momentos mais fortes do vídeo chega quando Rasmussen pergunta:
“Onde no mundo um produtor mantém entre 20% e 80% da propriedade preservada, às próprias expensas?”
A questão é retórica — e verdadeira. O Código Florestal brasileiro exige os maiores percentuais de preservação ambiental rural do planeta, impondo ao produtor:
Reserva Legal
Áreas de Preservação Permanente
Proteção de nascentes, encostas e matas ciliares
Tudo isso sem subsídio estatal.
A edição destaca esse contraste mostrando imagens aéreas de propriedades preservadas lado a lado com áreas produtivas — o retrato do modelo brasileiro de agricultura.
A ofensiva internacional sobre o agro brasileiro
Quando Rasmussen afirma:
“Quem é dono do alimento é dono do planeta.”
ele aponta para um ponto estratégico: a corrida global por segurança alimentar.
A força do agro brasileiro — responsável por aproximadamente 25% do PIB e por alimentar mais de 1 bilhão de pessoas — incomoda concorrentes que não têm capacidade produtiva semelhante.
Assim, exigências ambientais desproporcionais, campanhas de imagem e pressões diplomáticas surgem como instrumentos para:
travar competitividade,
impor barreiras verdes,
desacelerar exportações,
e fragilizar mercados emergentes.
A edição do vídeo amplifica essa leitura, transformando a fala em alerta: o problema não são as árvores — é o mercado global.
Reações nas redes: um país dividido
O post acumulou milhares de curtidas, comentários e compartilhamentos em poucas horas. Entre elogios, críticas e debates, surgiram frases típicas da polarização política:
“Falou tudo!”
“Estão canetando o Brasil para destruir o agro.”
“Sustentabilidade de verdade é no campo.”
O vídeo virou combustível para discussões acaloradas entre ambientalistas, produtores, jornalistas e influenciadores. E, como sempre, os comentários revelam mais sobre o momento do país do que sobre o vídeo em si.
Conclusão: um manifesto involuntário em defesa do agro
O vídeo transforma uma resposta espontânea em um retrato da disputa que o Brasil enfrenta: produzir muito, preservar muito e, ainda assim, ser pressionado por quem fez muito menos pelo meio ambiente.
A mensagem que ressoa é clara:
nenhum país preserva tanto quanto o produtor rural brasileiro — e nenhum país exige tanto.
A ofensiva global existe. A pressão externa existe. E o vídeo de Rasmussen apenas deu voz ao que milhões de brasileiros do campo já sabem: produzir e preservar não são opostos — são o que o Brasil faz melhor.
imagem: IA

