Raiva Canina: entenda os riscos e como prevenir a doença

Raiva Canina: entenda os riscos e como prevenir a doença

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Para Quem Tem Pressa:

A raiva canina é uma doença viral altamente letal que atinge o sistema nervoso central dos cães e pode ser transmitida aos humanos. Apesar de ser 100% prevenível com vacinação, ainda causa mortes devido à falta de conscientização. Agosto, conhecido como mês do “cachorro louco”, é o período com maior atenção à doença. Entenda os riscos, sintomas e, principalmente, como proteger seu pet e sua família da raiva.

Raiva Canina: entenda os riscos e como prevenir a doença

O que é raiva canina e por que agosto é o mês do “cachorro louco”?

A raiva canina é uma zoonose viral que atinge o sistema nervoso central e pode ser transmitida a todos os mamíferos, inclusive humanos. A doença é quase sempre fatal e, uma vez manifestados os sintomas, não há cura. No Brasil, agosto ficou conhecido como o “mês do cachorro louco” por coincidir com campanhas nacionais de vacinação antirrábica e pelo aumento da agressividade entre cães devido ao cio.

O vírus da raiva se instala silenciosamente no corpo do animal após o contato — geralmente por mordida — e pode demorar semanas para apresentar sinais clínicos. No entanto, mesmo antes dos sintomas, o cão já pode transmitir o vírus.

Como ocorre a transmissão da raiva canina

A principal via de contágio da raiva canina é a mordida. O vírus entra no organismo e percorre os nervos até atingir o cérebro, causando alterações neurológicas graves. A saliva contaminada é o meio de transmissão mais comum, por isso, mesmo lambidas em feridas abertas podem representar risco.

Em áreas urbanas, a raiva é mais comum entre cães e gatos, mas pode ocorrer também por contato com morcegos infectados. Já em zonas rurais, o contato com bois, cavalos ou outros mamíferos silvestres aumenta os riscos.

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Sintomas da raiva canina: sinais de alerta

Os primeiros sinais da raiva canina são mudanças de comportamento, como excitação, agressividade, medo excessivo, perda de apetite e febre. Na sequência, o animal entra na fase furiosa, com salivação intensa, espasmos musculares e convulsões.

Mais tarde, a fase paralítica se instala. Nela, o cão perde a coordenação motora, apresenta paralisia do pescoço e dos membros e pode entrar em coma. A morte ocorre rapidamente após essa fase. É essencial reconhecer os sintomas precocemente e agir com cautela.

Vacinação: a única forma eficaz de prevenção

A vacina contra raiva canina é segura, eficaz e gratuita durante campanhas públicas. Todos os cães e gatos devem ser vacinados a partir dos três meses de idade, com reforços anuais. Mesmo fora das campanhas, a vacina pode ser obtida em clínicas veterinárias ou centros municipais de zoonoses.

Além da vacinação, é importante evitar o contato com animais desconhecidos ou silvestres. A responsabilidade do tutor é essencial para proteger o pet e a comunidade.

O que fazer em caso de mordida ou suspeita de raiva

Se você for mordido por um cão ou outro animal, lave a ferida com água corrente e sabão por, no mínimo, 15 minutos. Em seguida, procure uma unidade de saúde imediatamente. É importante informar se o animal é conhecido, se foi vacinado recentemente e se apresentou comportamentos suspeitos.

O atendimento médico será baseado no risco da exposição. Em casos graves, o tratamento com soro e vacinas antirrábicas humanas será iniciado rapidamente. A raiva humana também é fatal após o início dos sintomas.

Conclusão: proteger é um ato de amor

A raiva canina é uma ameaça real e silenciosa, que pode ser totalmente evitada com medidas simples, como a vacinação anual e a atenção a sintomas suspeitos. Não espere pelo mês de agosto para agir. A prevenção é uma responsabilidade contínua que salva vidas — tanto de pets quanto de pessoas. Mantenha o cartão de vacinação do seu cão sempre atualizado, informe-se sobre os pontos de vacinação em sua cidade e, diante de qualquer comportamento estranho, procure ajuda veterinária. Prevenir é sempre o melhor caminho.

imagem: wikimedia


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