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Polícia Federal prende sete índios kaingang

Polícia Federal prende sete índios kaingang envolvidos no assassinato de dois agricultores no Rio Grande do Sul.

 

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A Polícia Federal prendeu sete índios kaingang envolvidos no assassinato dos dois agricultores no norte do Rio Grande do Sul. Ao todo são oito mandados de prisão. Entre os detidos, está o cacique da aldeia Kandóia, Deoclides de Paula. O homem foi retirado de uma reunião que acontece na Câmara Municipal, onde representantes do governo do estado e do Ministério Público debatem com líderes dos grupos de indígenas alternativas para amenizar o conflito por terras. O clima segue tenso na região desde assassinato dos dois agricultores no dia 28 de abril em um conflito por demarcação de terras.

 

A rodovia ERS-487, que liga Faxinalzinho a Benjamim Constant do Sul, está bloqueada pelos índios e não há previsão para ser liberada. O grupo da reserva Votouro se manifesta desde a tarde de quarta-feira (7) e pede a demarcação de terras na região e a retirada dos agricultores. Somente ambulâncias têm passagem autorizada pelo local. As aulas em Faxinalzinho foram canceladas pelo menos até a terça-feira (13).

 

Segundo o Delegado Mário Luís Vieira, a prisão dos índios foi o presente de Dia das Mães para a mãe dos irmãos brutalmente assassinados. Ele lembra que se trata de um caso de homicídio qualificado e não de demarcação de terras.

 

Os mortos, identificados como os irmãos Anderson de Souza e Alcemar de Souza, foram encontrados com ferimentos de bala e de arma branca em um milharal em Faxinalzinho, perto de uma estrada onde um grupo de índios da etnia kaingang realizou manifestações, inclusive com o bloqueio da via.

 

O delegado Sérgio Luiz Zanatta, da Polícia Civil, afirmou que os corpos tinham “perfurações de armas longas, alguns cartuchos de armas 12 e 28”, mas não confirmou que o crime foi cometido pelos índios.

 

O prefeito de Faxinalzinho, Selso Pelin, fugiu da cidade com medo da retaliação dos índios. “Eu saí da cidade para não ser linchado. Os índios estão revoltados, dizem que eles estão vindo de outros lugares, armados, para destruir a cidade”, disse Palin ao jornal Zero Hora.

 

Fonte: Notícias Agrícolas.

Equipe Agron

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