Produtores antecipam colheita da soja em 10 dias para driblar seca.
Para evitar prejuízos ainda maiores com a seca, os produtores de Chapadão do Sul e região vão antecipar em 10 dias o início da colheita, mesmo sob risco de perder entre 10% e 15% da produtividade. “Estamos sofrendo com a falta de chuvas agora no final do plantio. O jeito é antecipar a colheita, mas tem prejuízo porque os grãos não vão estar totalmente formados para render o que poderiam”, lamenta o presidente do Sindicato Rural do Município, Rudimar Borgelt.
A soja que deveria render, em média, entre 56 e 57 sacas por hectare, terá produção de 52 sacas/ha por conta da colheita precoce, estima Borgelt. O prejuízo entra na conta dos R$ 275 milhões que o Estado deixará de movimentar nesta safra devido à redução de 300 mil toneladas da estimativa inicial de produção recorde – 6,4 milhões de toneladas.
Vale ponderar que, ainda assim, a produção total de grãos que deve ser alcançada nesta safra supera em 5,2% a safra anterior. Borgelt teme que o balanço após o fim da colheita, em março, revele uma média de perdas ainda maior.
“Essa semana eu colhi uma parte em que esperava conseguir 55 sacas e só rendeu 50. Tudo por causa da seca”, diz. A região, incluindo Paraíso das Águas e outros municípios, é uma das mais afetadas pela estiagem, de acordo com a Fundação Chapadão.
“As regiões que tiveram o plantio mais prococe sofreram no início com a estiagem. As outras estão sofrendo agora com a seca”, explica o presidente da entidade, Adriano Loeff. Aparecida do Taboado e Paranaíba As terras dos municípios de Aparecida do Taboado e Paranaíba são o alvo para o próximo passo rumo ao aumento da produção de soja em Mato Grosso do Sul, que nesta safra deve render 6,1 milhões de toneladas.
O objetivo é aliar o cultivo de grãos à pecuária, base da economia da região, para gerar mais rentabilidade aos produtores e recuperar as pastagens degradadas. “Nós queremos diversificar a produção para aproveitar melhor as áreas, aumentar a lucratividade. Hoje, no nosso município, a produção é praticamente só de pecuária, mas temos muita pastagem degradada”, explica o presidente do Sindicato Rural de Paranaíba, Wilberto Antônio Amaral, que conta com cerca de 2 mil pecuaristas.
Fonte: Paula Vitorino.
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