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Agricultores combatem praga no Cerrado do Piauí

Agricultores do Sul do Piauí começaram a combater a praga Helicoverpa Armigera, uma lagarta que ataca lavouras de soja, algodão e milho. Em dezembro, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) declarou estado de emergência fitossanitária no Piauí em razão de um risco de surto. Essas espécies podem representar grandes prejuízos para a sociedade e exigem estratégias rápidas de fiscais agropecuários e pesquisadores para garantir ações de defesa efetivas.

 

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No Cerrado piauiense, agricultores estão combatendo a praga nas lavouras. As lagartas são encontradas facilmente no meio da produção. “Essa é uma das maiores pragas daqui da nossa região que, se não é combatida com um produto especial, ela se espalha facilmente, ela é muito resistente, não é qualquer produto que consegue matá-la”, explicou o técnico agrícola Beto Machri, responsável por uma fazenda em Bom Jesus.

 

No Brasil, a lagarta Helicoverpa Armigera já causou danos significativos para os produtores rurais, com prejuízos estimados em R$2 bilhões, nas duas últimas safras.

 

O tratamento da lavoura é feito com agrotóxicos, não são nocivos e liberados melo Mapa. A autorização para uso de agrotóxicos, no entanto, não é concedida a produtos que causem graves danos ao meio ambiente ou que não disponham, no Brasil, de métodos para desativação de seus componentes, de modo a impedir que seus resíduos remanescentes provoquem riscos à saúde pública.

 

O estado de emergência permite medidas em casos que necessitem de controle imediato de pragas. No caso do Piauí, nos municípios considerados áreas de risco pelo Ministério da Agricultura, fica permitida a importação de agrotóxicos, que devem ter emprego autorizado em pelo menos três países-membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

 

Os países também devem adotar o Código Internacional de Conduta para Distribuição e Uso de Pesticidas, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

 

Outras ações são a adoção do vazio sanitário (período sem plantio, para evitar a propagação de pragas), uso de armadilhas, iscas ou outros métodos de controle físico, liberação de agentes de controle biológico, além da rotação de culturas.

 

Fonte: Josué Nogueira.

Equipe Agron

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