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Casos de brusone em lavouras de arroz gaúchas

Federarroz alerta para volta de casos da brusone em lavouras gaúchas.

 

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A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) alerta os produtores para incidência da brusone – doença causada pelo fungo Pyricularia grisea – na safra gaúcha de arroz 2013/14. Depois de registrar focos em quase todas as regiões arrozeiras do Estado na safra passada, com expressivo nível de dano em algumas lavouras, a brusone voltou a preocupar a Federação. “Neste ciclo preocupa por surgir mais cedo, mas serve de alerta para que o produtor lance mão das ferramentas necessárias”, revela Valmir Gaedke Menezes, diretor técnico da Federarroz.

 

A brusone é a doença mais importante para a rizicultura irrigada e provoca perdas de até 80% em casos de severidade extrema. Ela possui um grande número de raças. Seus esporos são disseminados pelo ar, com ciclo médio ao redor de 15 dias. Tem dois tipos de ocorrência, nas folhas e no “pescoço” da panícula.

 

Para atacar, o fungo precisa da coincidência das variedades serem suscetíveis às raças disponíveis, o clima favorável – umidade, mormaço e céu nublado -, risco que aumenta por manejo inadequado da lavoura, plantio tardio, irrigação intermitente e fertilização inadequada. Para minimizar os fatores de desencadeamento, é preciso manejar a lavoura dentro das recomendações técnicas: semear na época indicada, ter um bom manejo de irrigação e adubação que garanta o equilíbrio nutricional da planta, além de usar fungicidas nas variedades suscetíveis.

 

Enquadram-se neste caso as cultivares BR Irga 409, Guri Inta, Puitá, Olimar e Irga 417, 426 e 424, em menor escala, além dos híbridos Inov e Avaxi. Para estas variedades o uso de fungicida é obrigatório. Como o clima no Rio Grande do Sul varia de acordo com as regiões, a palavra final do agrônomo responsável, com acompanhamento local, é determinante para a decisão.

 

Valmir Gaedke Menezes explica que há várias misturas comerciais, mas o arrozeiro deve usar apenas produtos recomendados para a cultura do arroz. Segundo Menezes, a lógica de que o fungicida agrega custo à lavoura é relativa.

 

“Depende do retorno que dá. Em regiões com histórico, variedades suscetíveis, atraso no plantio e clima adverso, o uso do fungicida pode fazer diferença de uma tonelada. Se gastar o equivalente a três sacas com fungicida e ganhar 17, é melhor do que não aplicar e perder 40 ou 50 sacas”, exemplifica. A Federarroz também alerta para o monitoramento de outras doenças como a cárie-do-grão e as manchas foliares.

 

Fonte: Federarroz.

Equipe Agron

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