Lagarta chega ao MS e já ameaça 50% das lavouras do País.
Mato Grosso do Sul junta-se a outros cinco Estados em emergência fitossanitária por ataques da lagarta ‘helicoverpa armigera’
A praga da lagarta ‘helicoverpa armigera’ já ameaça mais da metade das áreas de produção agrícola do País.
O Mato Grosso do Sul acaba de se juntar aos Estados em emergência fitossanitária por causa dos ataques da helicoverpa.
A declaração de emergência, assinada pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade, foi publicada ontem no Diário Oficial da União.
Os outros Estados que já estão com a praga instalada em condições de alta infestação são Bahia, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Piauí.
Entre os Estados com produção agrícola expressiva, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins ainda não tiveram a decretação de emergência, mas registram surtos da lagarta. A praga atingiu também o sul do Pará e lavouras do oeste maranhense.
A helicoverpa armigera é exótica e foi considerada oficialmente uma nova praga nas lavouras brasileiras em março deste ano. A espécie é mais voraz e prolífera que outras lagartas, atacando quase todo tipo de plantação. Os piores ataques ocorrem em lavouras de milho, soja e algodão.
A decretação de emergência fitossanitária permite que os Estados adotem práticas de manejo previstas na Portaria 1109, de 6 de novembro, que prevê manejo excepcional para o controle da praga.
A medida permite o uso controlado de produtos químicos ainda não autorizados para as lavouras brasileiras, desde que não causem riscos ao meio ambiente e à saúde pública.
A praga é combatida sobretudo com agrotóxicos que contenham o benzoato de emamectina, ingrediente ativo cuja importação não era autorizada no País, mas foi liberada pela portaria.
Outras medidas de reparo são o vazio sanitário – período sem lavouras -, a adoção de áreas de refúgio e a destruição dos restos culturais. O impacto dos ataques da lagarta na safra de verão plantada recentemente ainda não foi estimado.
A lagarta tem origem incerta – não se sabe se veio da Índia ou da Austrália – e infesta lavouras da Europa, da China e dos Estados Unidos, que a combatem há anos. A praga devora soja, milho, sorgo, feijão, algodão, abóbora e outros grãos e frutos.
No Brasil, teria chegado às lavouras no final de 2012.Na safra 2012-2013, ela engoliu R$ 1,5 bilhão em colheitas na Bahia. Em Goiás, espalhou-se pelas plantações de 43 municípios, segundo o secretário de Agricultura, Antônio Flávio Camilo de Lima.
Fonte: Estadão.
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