Pragas se espalham pelo mundo e ameaçam o futuro da banana.
Um dos frutos mais consumidos do mundo, a banana pode ter sua existência comprometida por pragas. De um lado, os frutos da África e Ásia sofrem com a introdução do fungo Fusarium oxysorum (FOC). Do outro, a Costa Rica declarou na semana passada estado de emergência com a descoberta de insetos que deixam a banana escurecida, espantando os exportadores que a levam para Europa e EUA.
Encontrado pela primeira vez na China nos anos 1990, o FOC desceu o continente até Indonésia e, por outra via, penetrou a África, chegando em Moçambique. Uma pesquisa publicada na semana passada na revista Nature alertou que ainda não se sabe como o fungo chegou àquele país, e que, dali, pode chegar à América Latina.
O Fusarium é um fungo de solo. Seus esporos, que podem transmitir doenças, não são dispersos pelo vento ou pela água – lembra Edson Perito Amorim, coordenador do Programa de Melhoramento genético de Banana da Embrapa Mandioca e Fruticultura. – Então, a hipótese mais provável é que o transporte de mudas contaminadas, inclusive pela ação humana, tenha feito a praga chegar à África.
Para evitar a vulnerabilidade do fruto à FOC, cientistas australianos testam o cruzamento da espécie de banana mais comum, a Cavendish cultivar, Com uma selvagem, a Musa acuminata , que tem genes resistentes ao fungo. Os primeiros experimentos, segundo os pesquisadores, foram promissores , mas ainda é preciso realizar novos testes.
Governos latino-americanos já elaboraram um plano de contingenciamento para evitar a entrada do FOC. No entanto, a Costa Rica, segunda maior exportadora mundial de bananas – atrás apenas do Equador – vê sua produção arrasada por outras pragas. Insetos das espécies Diaspis boisduvalii e Pseudococcus elisae já atingem uma área de 24 mil hectares e, em outubro, provocaram um prejuízo de R$ 594 milhões, segundo a Corporação Bananeira Nacional.
Embora os danos sejam estéticos, com a provocação de manchas negras na banana, esta é uma razão suficiente para que o países importadores rejeitem o produto , ressalta um comunicado do Serviço Fitossanitário do país (SFE). O cultivo de bananas é responsável por 40 mil empregos diretos e 100 mil indiretos.
As plantações da Costa Rica já enfrentam problemas com insetos. Agora, o governo está preocupado também com os fungos – revela Amorim. – Por isso as autoridades estão evitando a importação de mudas, que podem estar contaminadas.
Metade da produção costarriquenha é destinada à União Europeia. Quase todo o restante vai para os EUA.
Não sabemos se os fungos chegarão à América Latina nem quando isso ocorreria – pondera Amorim. – O Brasil não está imune ao FOC. Para defender o mercado interno, estamos desenvolvemos projetos de Melhoramento genético, resultando em bananas resistentes ao fungo e que tenham bom gosto e aroma. Mas hoje o fruto é cultivado em 500 mil hectares e só podemos defender essa área se tivermos um grande financiamento para pesquisa e prevenção.
Fonte: Renato Grandelle/ O Globo.
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