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Adubo cai e abre compras de insumos para 2014/15

Os três insumos básicos que compõem os fertilizantes (nitrogênio, fósforo e potássio) tiveram redução entre 16% e 35% na comparação com as cotações de um ano atrás, aponta o economista João Marcelo Santucci, da INTL FC Stone, que acompanhou a Expedição Safra no roteiro de 2,8 mil quilômetros pelo Sul do país.

 

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Essa queda faz com que as cotações voltem para patamares observados entre 2010 e 2011. A safra 2013/14 registrou aumento de cerca de 20% nos custos, que agora poderão recuar.

 

“Toda nossa matriz [de fertilizantes] é basicamente importada. A gente absorve os preços praticados no mercado internacional”, observa. Dois fatores provocaram as reduções nos preços.

 

Um encurtamento da janela de aplicação de fosfatados e nitrogenados na última safra dos Estados Unidos – devido a fatores climáticos – acumulou produto no mercado global, aponta Santucci. No caso do potássio, a dissolução de uma joint venture ligada à BPC (Bielorrusso Potash Company) ampliou a concorrência no mercado internacional, reduzindo os preços, explica.

 

Em relação aos nitrogenados (menos importante para a soja), a tendência de queda nos preços perde força, com aumento na demanda na Índia. Mas em relação ao potássio e ao fosfato, o quadro ainda é de sobreoferta, diz o especialista. “Dificilmente, no caso do potássio e do fosfato, isso se reverterá antes do primeiro trimestre de 2014.”

 

O produtor Irineu Tesser, de Vitorino (Sudoeste do Paraná), já comprou todo o fertilizante que vai usar na safra 2014/15. Nesta semana, ele encerra a colheita de trigo 2013 e começa o plantio da temporada 2013/14.

 

A antecipação das compras está ligada a uma conta que compara o preço da soja com o da saca de adubo. “Normalmente, um saca de adubo vale mais que uma saca de soja, numa relação de até 1/1,2. Agora, estamos com uma relação de 1/0,7”, relata. Isso significa que o adubo vale 70% do preço da soja, apesar de a desvalorização internacional ainda não ter sido totalmente absorvida.

 

A oleaginosa está cotada em R$ 66 em Pato Branco. O preço é considerado confortável pelo setor produtivo, o que também estimula investimentos. O custo atual para cultivo de um hectare fica próximo de R$ 1 mil e a renda bruta dessa área deve chegar a R$ 3,5 mil, dependendo do clima e do momento das vendas.

 

Fonte: Gazeta do Povo Online

Janielly Santos

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