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China premia pesquisador da Embrapa em C

Elibio Rech foi o ganhador do the “8th Dabeinong Science and Technology Award”. Brasília, 08 de novembro de 2013 – O pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Elibio Rech, foi o vencedor do “8th Dabeinong Science and Technology Award” de 2013 pelo desenvolvimento da soja transgênica tolerante a herbicida. O prêmio é um dos mais importantes da China em Ciência e Tecnologia e é outorgado pela Academia de Agricultura e Ciências Florestais de Beijing. A cerimônia de entrega será realizada nos dias 13 e 14 de novembro, durante o Fórum Global de Inovação em Biotecnologia Agrícola, em Beijing, China. A soja transgênica, denominada Cultivance®, foi desenvolvida em parceria entre a Embrapa e a Basf e está sendo lançada no mercado brasileiro na safra de 2013. Essa foi a primeira planta geneticamente modificada desenvolvida inteiramente no Brasil e marcou o início de uma nova era para a biotecnologia no país: com o foco mais direcionado para a sustentabilidade. O objetivo é facilitar o acesso de agricultores brasileiros a alternativas tecnológicas avançadas, com ganhos econômicos e maior eficiência na responsabilidade de manter os recursos naturais. O objetivo das duas empresas é estender os benefícios do Sistema de Produção Cultivance®, devidamente ajustados às necessidades locais, para outros países da América Latina, como a Argentina, o Uruguai, a Bolívia e o Paraguai e outros 20 países, incluindo a China. Estima-se que no Brasil a soja Cultivance® possa ocupar de 15 a 20% do mercado de transgênicos. Saiba mais sobre o pesquisador premiado Elíbio Rech é agrônomo, graduado pela Universidade de Brasília (UnB), com mestrado em fitopatologia pela mesma Universidade, e doutorado e pós-doutorado na Inglaterra, pela Universidade de Nottingham. Ingressou na Embrapa em 1981 e sempre trabalhou na área de biotecnologia vegetal. Em 2002, recebeu a Ordem Nacional do Mérito Científico, na classe de comendador, que é o prêmio mais importante concedido a um cientista no Brasil. Desde que entrou na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, o pesquisador vem trabalhando no desenvolvimento de plantas transgênicas com características de interesse para a agropecuária nacional Terceira geração de OGM’s Atualmente, Rech está empenhado no desenvolvimento de uma nova plataforma tecnológica para expressar moléculas de alto valor agregado: a utilização de plantas, animais e micro-organismos geneticamente modificados como biofábricas para produção de insumos, como medicamentos e fibras de interesse da indústria, entre outros. A tecnologia de utilização de biofábricas valoriza ainda mais o agronegócio brasileiro, já que permite a agregação de valor a produtos agropecuários, como plantas, animais e micro-organismos. Rech acredita que o cenário no Brasil daqui a 10 anos será totalmente influenciado pela biogenética. Segundo ele, as fábricas biológicas representam um meio econômico e seguro para a produção de insumos em larga escala. Biofármacos e aranhas: agregação de valor a produtos da nossa biodiversidade Esses conhecimentos estão sendo utilizados hoje na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia para a geração de fios produzidos por aranhas da biodiversidade brasileira em laboratório. Segundo Rech, a já está dominada, o que é preciso fazer agora é definir um meio econômico, rápido e seguro para a sua produção em larga escala. Um dos caminhos é a utilização de plantas, micro-organismos e animais geneticamente modificados como biofábricas para a produção não apenas desses fios, mas também de medicamentos e outros insumos essenciais à população brasileira. O objetivo é torná-los seguros e mais acessíveis aos consumidores. Os biofármacos, ou medicamentos biológicos, como também são chamados, são obtidos por fontes ou processos biológicos, a partir do emprego industrial de micro-organismos ou células modificadas geneticamente. Esses processos biotecnológicos fazem parte da biotecnologia voltada à saúde, que engloba também diagnósticos, terapias celulares e células-tronco, terapias gênicas e vacinas, entre outros. O faturamento da biotecnologia na indústria farmacêutica mundial cresceu muito nas últimas décadas e hoje alcança aproximadamente 10 bilhões de dólares por ano. Os produtos biotecnológicos estão em franco desenvolvimento e hoje alcançam 10% dos novos produtos atualmente no mercado. A expectativa da Embrapa ao investir em pesquisas com biofármacos, como explica Rech, é fazer com que esses medicamentos cheguem ao mercado farmacêutico com menor custo, já que são produzidos diretamente em plantas, bactérias ou no leite dos animais. Existem evidências de que a utilização de biofábricas pode reduzir os custos de produção de proteínas recombinantes em até 50 vezes.

Fernanda Diniz

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