Encurralado entre o aumento de pressões para aumentar os recursos alimentícios e o ceticismo popular sobre o uso de alimentos geneticamente modificados, o governo da China está intensificando uma campanha de relações públicas que poderia pavimentar o caminho para a plena aprovação da produção comercial de transgênicos.
Nos últimos meses, o Ministério da Agricultura e outros órgãos estaduais têm lançado uma série de comunicados e eventos de divulgação ressaltando a segurança de alimentos geneticamente modificados.
Na região central da cidade de Wuhan, capital da província de Hubei, ativistas pró-OGM na Universidade Agrícola de Huazhong promoveram um evento de fim de semana oferecendo bolo e mingau feitos de ‘arroz dourado’, variedade geneticamente modificada desenvolvida pela universidade para produzir mais betacaroteno, destacou hoje a agência oficial de notícias Xinhua. ‘Testes de sabor’ similares foram realizados em mais de 20 cidades desde maio, confome a Xinhua.
Também nesta segunda-feira, o Ministério da Agricultura divulgou um comunicado elogiando a pesquisa do cientista Huang Sanwen, da Academia Chinesa de Ciências Agrícolas, que mapeou o código genético de uma variedade de pepino. A pesquisa foi publicada na revista Nature Genetics, um periódico global influente para pesquisa genética de alto nível. Dias antes, o ministério havia colocado uma extensa série de perguntas e respostas em seu site, com o objetivo de refutar uma série de argumentos anti-OGM publicados recentemente na mídia chinesa.
Citando acadêmicos renomados, o ministério afirmou que não ocorreram até o momento quaisquer problemas de risco à saúde irrefutavelmente ligados a alimentos geneticamente modificados. Alimentos produzidos a partir de transgênicos estão sujeitos a uma ‘avaliação de segurança pré-mercado rigorosa’, destacou o órgão. Além disso, o governo assinalou que os transgênicos têm rendimentos maiores do que as culturas convencionais.
Esse último ponto é sem dúvida de importância crescente para a China. A nação mais populosa do mundo está enfrentando, pela primeira vez em 10 anos, a possibilidade de diminuição da produção de arroz. Embora a colheita total chinesa de grãos este ano deverá manter-se robusta, importações de grãos importantes, como milho, têm disparado desde 2010. Cerca de 95% do milho que a China importa é de variedades geneticamente modificadas dos EUA. ‘Usar recursos nacionais e estrangeiros, e de coordenação entre dois mercados, é uma escolha inevitável para a China’, disse o ministério.
A ofensiva de relações públicas pode ser um sinal de que o governo está se preparando para abrir as portas para a produção comercial nacional de transgênicos, sugeriu um jornal local em um artigo. ‘O próximo passo será o de aumentar a propaganda científica para a nossa indústria de biotecnologia OGM, a fim de criar um ambiente de opinião pública favorável e acelerar alterações regulamentares sobre transgênicos’, disse reportagem do Beijing News, citando um funcionário do Ministério da Agricultura, que pediu anonimato. O órgão não respondeu a um pedido de comentário.
A China permite atualmente a produção comercial de tomates, algodão, mamão e pimentão transgênicos. Também autoriza a importação de milho, soja, canola e algodão geneticamente modificados para uso na alimentação animal e outros fins que não sejam consumo humano. Em novembro de 2009, o Ministério da Agricultura concedeu certificados de biossegurança, que permitem pesquisas de campo em território doméstico, de duas variedades de arroz e uma variedade de milho transgênicos resistentes a pragas.
Fonte: Dow Jones Newswires.
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