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Lagarta na fase inicial da safra de soja

Produtor deve estar atento à presença da lagarta na fase inicial da soja.

 

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O aparecimento no estado de Mato Grosso da lagarta Helicoverpa em áreas recém plantadas de soja, com plantas ainda bem pequenas, têm preocupado produtores e técnicos de diferentes regiões. De acordo com o pesquisador Adeney Bueno, da Embrapa Soja, a situação pode ocorrer não só com a Helicoverpa, mas também com outras lagartas, desde de que a vegetação de cobertura do solo, algumas vezes tigueras da cultura anterior ou mesmo plantas voluntárias, sejam hospedeiras para as lagartas.

 

“Isso acontece porque enquanto as plantas dessecadas morrem e vão perdendo a qualidade nutricional para os insetos, as plantas recém-semeadas vão germinando, bastante atrativas para as lagartas grandes que sobreviveram da vegetação anterior. As lagartas já mais bem desenvolvidas conseguem sobreviver alguns poucos dias com alimento deficitário. Com isso, elas passam a atacar a plantar na fase inicial de desenvolvimento. É um comportamento muito semelhante ao da lagarta-rosca, já conhecida dos produtores”, explica Bueno.

 

De acordo com o pesquisador, o ideal é que o produtor faça a dessecação de plantio sequencial conseguindo eliminar a vegetação de cobertura da área, como o milho tiguera ou plantas daninhas, gerando um período de pousio de cerca de 15 dias, tempo suficiente para que a lagarta morra de fome. “Essa é a situação ideal, pois não agride o ambiente e favorece os inimigos naturais, entretanto, dependente de boas condições climáticas”, enfatiza. 

 

A recomendação agora é reforçar as inspeções nas lavouras, especialmente nas áreas com restos de vegetação e monitorar a possível presença da lagarta.

 

Para quem encontrar lagartas grandes em áreas com soja recém-emergida, será necessário iniciar uma operação de controle, de preferência com uso de inseticidas de contato e, sempre que possível, usando os produtos mais seletivos que existem.

 

A aplicação deve ser feita no fim da tarde e início da noite, pois é o horário que as lagartas se movimentam mais. “Durante o dia, ela pode se abrigar nos primeiros centímetros do solo para fugir do sol quente, com isso, o inseticida que age por contato com inseto, terá mais dificuldade para atingi-lo. No fim da tarde, as lagartas se movimentam mais em busca de alimento e é nesse momento que o controle terá maior chance de sucesso”, destaca o pesquisador da Embrapa Soja.

 

Além do horário da aplicação, o produtor pode direcionar o jato para o colo da planta. “É uma tática comum no milho, mas que também pode ser adotada na soja” reforça.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa – Embrapa Soja.

Equipe Agron

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