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Do campo para o mundo

Oportunidade de bons negócios com a alta do dólar e demanda internacional ainda em alta graças ao crescimento dos emergentes, as exportações seduzem tanto quanto desafiam o agronegócio.

 

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Em um segmento no qual preço atrativo deve combinar com alta qualidade, obter resultados no Exterior não se resume a processar a produção. É preciso investir em toda a cadeia.

 

O modelo dividiu opiniões no Campo em Debate, evento promovido por Zero Hora e pela Federasul no primeiro fim de semana da feira. No encontro, o professor do Centro de Ensino e Pesquisas em Agronegócio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Antônio Padula afirmou que ainda predomina a exportação de matéria-prima, sem elaboração.

 

No ano passado, o Rio Grande do Sul exportou US$ 13 bilhões, dos quais 82,3% vieram do agronegócio. Só que o peso do setor na balança não significa garantia de mercado. Economista da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Antônio da Luz diz que a agricultura ainda é vista como fonte de matéria-prima, principalmente no Brasil:

 

“É preciso mudar essa concepção, pois, ao ser colhida, a soja, por exemplo, adiciona valor significativo de tecnologia, indústria metalmecânica, pesquisa e mão de obra.

 

Luz cita dados do IBGE de 2010, pelos quais constata que, de cada R$ 1 que o agronegócio fatura, R$ 0,57 provem de processos produtivos mais complexos. Esse avanço, afirma Luz, deve-se à transformação da agricultura extrativista para a produtora, o que aumentou a integração entre agricultura, indústria e serviços, antes separados.

 

“Se a economia tivesse crescido na mesma proporção do Produto Interno Bruto agropecuário entre 1980 e 2012, o Brasil teria um PIB R$ 1,1 trilhão maior” explica Luz.

 

A importância de aumentar o valor dos produtos exportados não se resume aos grãos. Estudo da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), divulgado nesta semana, aponta que o Brasil poderia ter obtido receitas de US$ 1,65 bilhão adicionais nos últimos quatro anos, não fosse a perda de competitividade das exportações de carne de frango.

 

“O setor de alimentos tem um caminho fantástico pela frente, mas temos de exportar produto com o máximo valor agregado para gerar empregos” destaca Francisco Turra, presidente da Ubabef.

 

Referência em biodiesel por ser a primeira do país a exportar, a BSBios defende a união de esforços para agregar valor, do campo à indústria.

 

“É preciso focar mais na agroindústria” destaca Erasmo Batistella, presidente da empresa.

 

Fonte: Leandro Becker, Zero Hora.

Equipe Agron

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